RESPOSTA DA CONAR AO TEXTO DO DIA 04/06/2007
RESPOSTA DA CONAR A PROPAGANDA MENTIROSA DO SHOPPING IGUATEMI
Até quando aberrações irão sair do ar?
Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária ainda está julgando o caso? Ou será que a moeda verde, que ronda este país, já se fez passar e está depositado em seus profundos cofres de comerciais de ouro?
Senhores julgadores publicitários do CONAR como cidadão cearense peço que reveja, julgue e retirem do ar a publicidade maldita e mentirosa do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito da criação do Parque do Cocó na capital cearense. Citando a patética propaganda: “Graças à doação a área se transformaria no mangue do Cocó que conhecemos hoje” não sei, mas diante minha insignificância defronte o mundo acho que apenas a complexidade do ecossistema natural, que dizem as múltiplas línguas ser uma criação divina, é capaz de construir e produzir um mangue e toda sua biodiversidade. Ou será que o homem ou um grupo empresarial é competente bastante a tal façanha? Será então o grupo Jereissati um Deus que os povos ainda não descobriram? Peço então que as autoridades públicas doem a Floresta Amazônica ao tal grupo empresarial, pois, só assim a Amazônia se restabeleceria totalmente diante as queimadas e os desmatamentos, mas para isso teria que deixar construir numa área aterrada e desmatada um shopping com torres dentro da extensão preservada da mata. Que tanta falácia! Diz as leis dos mandamentos publicitários: “evitará o publicitário a publicidade enganosa, que omitem valores que deveriam ser ditos, ou que compõe ou apresenta anúncios de tal forma e propositadamente, que os mesmos induzam a interpretações errôneas. Evitará também as indicações ou alusões falsas, os exageros, que induzam a decepção”. Que bom seria caçar o diploma destes publicitários malditos, multar com severa cifras o anunciante em questão. As leis do que parece não ter lei ainda diz mais: “não explorar a ignorância, a ingenuidade, a boa-fé e a pobreza das pessoas. O mistificador deve ser condenado e não aplaudido” “o povo não é burro. Burro é quem trabalha usando este princípio” “não criar sem saber para quem e quais as conseqüências. Nós nunca estamos apenas cumprindo ordens superiores” e por ai vai à falsidade do mundo fantástico publicitário brasileiro.
Tudo que sei é que o Parque do Cocó e seu agredido mangue já existiam desde os primórdios, desde os primeiros habitantes a adentrar nas terras Alencarinas. Publicidade mentirosa esta do Iguatemi, parece até conto mal produzido de fadas. Até quando esta nojenta propaganda irá permanecer no ar?
CONAR – RESPOSTA AO CONSUMIDOR – ABERTURA DA REPRESENTAÇÃO 146/07;;;
PROPAGANDA DO IGUATEMI SERÁ JULGADA PELA CONAR!
Propaganda mentirosa do Shopping Iguatemi será julgada pela CONAR:
Em resposta a reclamação:
Prezado(a) Tiago Feitosa Viana,
Em atenção à reclamação recebida em 04/06/07, cumpre informar que o CONAR instaurou a Representação 146/07, cujo objeto corresponde à queixa enviada por V. Sa.: a análise da regularidade do anúncio “SHOPPING IGUATEMI – MANGUE DO COCÓ”.
O julgamento do processo ocorrerá em breve e assim que exarada, a decisão será divulgada em nosso site: www.conar.org.br – em Notícias.
Atenciosamente
Secretaria Executiva
CONAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária
Até quando aberrações irão sair do ar?
Até quando aberrações irão sair do ar?
Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária ainda está julgando o caso? Ou será que a moeda verde, que ronda este país, já se fez passar e está depositado em seus profundos cofres de comerciais de ouro?
Senhores julgadores publicitários do CONAR como cidadão cearense peço que reveja, julgue e retirem do ar a publicidade maldita e mentirosa do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito da criação do Parque do Cocó na capital cearense. Citando a patética propaganda: “Graças à doação a área se transformaria no mangue do Cocó que conhecemos hoje” não sei, mas diante minha insignificância defronte o mundo acho que apenas a complexidade do ecossistema natural, que dizem as múltiplas línguas ser uma criação divina, é capaz de construir e produzir um mangue e toda sua biodiversidade. Ou será que o homem ou um grupo empresarial é competente bastante a tal façanha? Será então o grupo Jereissati um Deus que os povos ainda não descobriram? Peço então que as autoridades públicas doem a Floresta Amazônica ao tal grupo empresarial, pois, só assim a Amazônia se restabeleceria totalmente diante as queimadas e os desmatamentos, mas para isso teria que deixar construir numa área aterrada e desmatada um shopping com torres dentro da extensão preservada da mata. Que tanta falácia! Diz as leis dos mandamentos publicitários: “evitará o publicitário a publicidade enganosa, que omitem valores que deveriam ser ditos, ou que compõe ou apresenta anúncios de tal forma e propositadamente, que os mesmos induzam a interpretações errôneas. Evitará também as indicações ou alusões falsas, os exageros, que induzam a decepção”. Que bom seria caçar o diploma destes publicitários malditos, multar com severa cifras o anunciante em questão. As leis do que parece não ter lei ainda diz mais: “não explorar a ignorância, a ingenuidade, a boa-fé e a pobreza das pessoas. O mistificador deve ser condenado e não aplaudido” “o povo não é burro. Burro é quem trabalha usando este princípio” “não criar sem saber para quem e quais as conseqüências. Nós nunca estamos apenas cumprindo ordens superiores” e por ai vai à falsidade do mundo fantástico publicitário brasileiro.
Tudo que sei é que o Parque do Cocó e seu agredido mangue já existiam desde os primórdios, desde os primeiros habitantes a adentrar nas terras Alencarinas. Publicidade mentirosa esta do Iguatemi, parece até conto mal produzido de fadas. Até quando esta nojenta propaganda irá permanecer no ar?
Tiago Viana .:. 13/06/2007
Volta do SALIPI 2007
Acabo de chegar do SALIPI 2007 (Salão do livro do Piauí), realizado no Centro de Convenções de Teresina. Nestes encontros sempre há uma troca de percepções agudas entre leitores, produtores e autores. A produção local fica toda exuberante na vitrine a mostrar o que é, pra que veio e quem faz. Ficar isolado, confinado sobre muralhas, espremido entre o Maranhão e o Ceará, isolado ao mundo, pensamento individual em uma coletividade restrita, apenas faz impedir que a auto-estima tão baixa do povo piauiense celebre a sua mudança, há tempos aguardada, que tanto merece se elevar. Isolar-se as grades do bairrismo estúpido do passado e a efervescência do presente não irá fazer renascer a pulsante cultura do Piauí no seu devido lugar de destaque que é para ocupar. Faz-se necessário o intercâmbio com outras nações culturais. Bairrismo em meio à interpelação cultural de estados vizinhos é querer decepar um corpo que se é erguido como num todo, cultivado com luta, gritos e dor. Lá no subsolo dos subsolos há uma união sem estado, sem nação e de um povo só. Há uma ligação entre as raízes e, afinal de contas, lutamos com a mesma bandeira de que se leia mais neste país de boicote as letras. Ficar aos uivos da separação e se isolar ao seu mundo próprio faz insistir na permanência dos erros, faz voltar e estagnar ao esquecimento no Brasil de imêmore. A auto-afirmação não é de hoje que se dá com bairrismos medíocres. O mestre Patativa do Assaré teve que sair da sua terra natal para poder publicar seu primeiro livro (que por sinal foi o Crato-CE que o acolheu), Luis Gonzaga teve que ir ainda mais longe, ao sudeste do Brasil, para poder ser o Rei do Baião, porque então não poderia ir até o Piauí, e não ao sul maravilha, e mostrar o meu humilde trabalho? Acuado fiquei. Único escritor cearense em meio às feras letradas do Piauí. Alguns bairristas encapuzados presentes a sala de bate-papo com o autor. Que pavor! Mas, minha ligação com o Piauí vem de muito antes. O primeiro autor, que um dia sonhei a fazer o primeiro prefácio para um livro meu foi o mestre Assis Brasil. Até cheguei a enviar uma carta convidando para conhecer, e caso gostasse, providenciar um prefácio para o romance, Individuais, carta esta que nunca foi respondida. As lendas do Piauí me chamam atenção. Desperta-me para uma coisa: como morar vizinho a um estado rico de letras e causos e não conhecer seus autores vivos e atuantes? Como não conhecer um guerreiro Cineas Santos, Um apaixonante Luiz Romero, um lutador Ytalo? Talvez porque a proposta de cultura embutida neste mundo de conceitos determinados seja esta mesmo de bairrismos ridículos que muitos até hoje defendem com unhas e berros, cada um é o rei do pedaço e não interessa ver, ler ou escutar os reais vizinhos de sangue, que pensamento mesquinho, pequeno. Conhecer os adjacentes da cidade, do estado e dos estados vizinhos se faz bem ao movimento das letras, das idéias. A prata da casa tem realmente que ser valorizada a ouro seja aqui em Fortaleza, lá no Piauí ou em qualquer lugar do mundo. Agora se isolar achando que a independência autoritária valorizará em dobro os artistas e talentos locais é uma piada de péssimo gosto. Isolamento este de ir e vim, mão dupla, não contribuirá em nenhum ponto para a consagração e afirmação da auto-estima do povo piauiense. No SALIPI fui tratado como um astro. Não por merecer. Mas, escritores têm realmente que serem os astros desta sociedade que prefere inverter valores. Não por mim, mas pela necessidade da visão aguçada e da percepção de mundo a dividir com todos. Afinal a escrita é o maior show do universo. Repito: se até o mestre Luís Gonzaga e o divino Patativa saíram de suas terras para alguém lhe dar valor, porque então, não poderia sair, não para o destemido sul ao mapa, mas para as raízes profundas e aguçadas das bandas do Piauí? De parabéns o mestre Cineas Santos que acolheu surpreendente os meus modestos escritos e batalhou para a realização do 5° SALIPI, conduzindo-o como um verdadeiro herói. De parabéns o também mestre Luis Romero por dar o ar da rouquidão de sua voz a direção literária nas rotas do Salão, por incentivar autores novos como eu, por sonhar maior que as cabeças de cuias do bairrismo, a ficar sempre no esquecimento. De parabéns todo povo do Piauí por fazer um salão do livro de forma tão espontânea, pedagógica e natural. Servindo de exemplo, de modelo para muitas bienais do Livro de todo o Brasil. Peço meus singelos agradecimentos à organização do evento por ter dado a oportunidade única de ter ido mostra meu trabalho aos piauienses, ausente do terror do bairrismo estúpido. Não é dando o troco que se faz o correto. Saiu de Teresina mais convicto ainda que as letras são as armas mais poderosas de todo o mundo. Tiago Viana 10/06/2007.
Fantástico mundo de invenções do Iguatemi.
Muito me frustra ver a televisão, e seu alcance perante a sociedade civil, sendo usada para macaquear grosseiramente uma coisa tão séria que é a exploração imobiliária e sua devastação no Mangue do Cocó. Muito me frustra ver um comercial fadigado e agressivo na mídia a dar a versão sem compromisso do “Grupo Iguatemi” a tamanha repercussão da construção do Iguatemi Empresarial em local irregular. De uma coisa tenho a convicta certeza: a reivindicação da opinião pública cearense está surtindo efeitos. Gastar alguns mil reais fazendo filme, contratando agência publicitária e comprando espaço nobre na televisão cearense para se explicar a população sobre o Iguatemi (repito: o maior símbolo da devastação do Parque do Cocó) e o estuário do Cocó foi realmente à última do último resquício de pingo que faltava, para de fato, a sociedade organizada de Fortaleza engolir as ruas e ir atrás dos seus direitos – defender a sua única área verde de codinome Cocó e sua fonte inesgotável de biodiversidade.
Publicidade bem produzida, cara, de cinema, no entanto, mentirosa igual aos filmes americanos. Mas, que golpe cinematográfico! Aproveitando-se da semana comemorativa do meio-ambiente foi uma estratégia armada para aterrar cada raiz decapitada do Mangue concebida pelos Deuses e não por um grupo econômico que apenas visa o dinheiro a qualquer custo. Propor subliminar a idéia de que o Estuário do Cocó foi construído pelo Iguatemi, desculpa leitor, mas é demais. Parecem brincar com a inteligência da população. Pergunto onde estão os promotores a proibir tamanho desrespeito ao povo cearense. Cadê a ética publicitária? O Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária tem que funcionar neste caso. Cadê os promotores a ficar furiosos com toda a seiva do mundo e ir à imprensa para tirar esta publicidade caluniosa para com toda comunidade de Fortaleza?
Senti-me como um verdadeiro idiota a ver na TV, em intervalo Global, o anúncio constrangedor do grupo iguatemi (em minúscula porque nem maiúscula merece ficar). Relembrando o “último Pingo D’água que faltava” do dia 31 de maio: “A história da luta contra os enfermos irredutíveis do Parque do Cocó deu seu início no ano de 1977. Passou-se dez anos até a sociedade ativa de Fortaleza conseguir reivindicar junto aos setores públicos a preservação do estuário do Cocó. Tendo em base na Lei Federal N° 6.902, de 27/04/1981, que dispõe sobre a criação de estações ecológicas e áreas de proteção ambiental, foi criada em 1986 através do Decreto Municipal N° 7.302 da Câmara de Vereadores de Fortaleza, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Cocó. Área que prioriza toda a bacia hidrográfica do rio da capital cearense. Para implantação do Parque Ecológico do Cocó o governo do estado demarcou uma área de 1.155,2 hectares, que foi declarada para fins de desapropriação. E com o decreto N° 20.552, de 05 de setembro de 1989, delimitou a primeira etapa do projeto”. Na publicidade mentirosa da TV fala que o Iguatemi foi construído na década de 80. Então não existia o mangue do Cocó antes disso? Tudo foi plantado, executado e concebido pelo Iguatemi? Se em 1977 começou a história da luta para proteger o Cocó fico a imaginar há quanto tempo os inimigos da cidade atuam aplicando golpes descaradamente na população cearense e no seu ecossistema? Querem encerrar o caso Cocó com esta publicidade barata e vazia. Não sou otário, você é?
Por Tiago Viana.
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- Q cabra da peste é este???
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