Doença que espera a Cura.
Não, não é de hoje que um ódio me dói à alma. É desde minha infância de brincadeiras ao barro, as árvores que me faz sentir a cabeça doer. No enfermo que só me trás magoas. Assistindo a tela engordar o poder de quem tem o poderio afinado a economia. Foi assim que comecei a viver. De imagens a se passar por verdade e gente a acreditar naquelas verdades da ditadura aperfeiçoada do saber. Acompanhando meu Pai as noites de noticiários na TV, percebia a indignação após cada notícia, após cada edição mal sucedida do Jornal que imporia ser de rede Nacional, as feições nada agradáveis do meu amado Pai. Não que ficasse indignado pelas desgraças aplaudidas de pé pela audiência sem dedos no pé, mas sim, pela manipulação grosseira, absoluta de manifestos “elitinosos” abertos ao público frágil e majestosas armações sempre a denegrir as reais necessidades coletivas da nação. A forma angelical da boca do jornalista a noticiar e ao mesmo tempo omitir o fato me fazia esquecer o barro que sujava minhas mãos as brincadeiras no sítio e as árvores que sempre me acolhiam na amplitude do sol. Foi diante dores, magoas de uma doença que parecia jamais ter cura que cresci, assistindo ordenamentos meticulosamente afinados com veemências individuais racistas e golpistas. Fora o meu corpo, parecia existir uma epidemia infinita a contaminar na rapidez da multiplicidade, em todos os círculos da sociedade, a doença da veneração absoluta dos sacerdotais atores prostitutos-jornalistas da TV, dos jornais, das rádios. Se diziam no fôlego da manchete sim, era sim e ponto. Sei que há ressalvas, sei que apenas trabalham nas TVs, nos órgãos de comunicação retrucados, e são meros funcionários a cumprir ordens dos que se acham donos das TVs, do céu e seus satélites a levar a informação ao calabouço do universo ou pela situação de complacência política, econômica ou outra qualquer, são no mínimo cúmplice do caos-moléstia que tomou conta do mundo. Esta doença crônica que se desenvolveu na minha humilde infância só tem agravado ao passar do tempo. Já tentei curas de todos os tipos, mas eu sozinho não vou conseguir a cura eterna. Vejo “os sadios”, “os curados” e seu globo intocado da presunção de pensar que esta a raciocinar correto em paralelo ao que se diz na TV, e portanto, assimilarem toda proposta imposta por mentes que detestam os mesmo, “sadios e curados”, que chupam tudo e endeusam todo conteúdo esfacelado em estágio terminal que a TV, e agora em conjuntura midiática, unindo meios de comunicação escrito, animado, falado e sonhado, com um intuito único e exclusivo de manter esta ordem de valores totalmente invertidos que se acostumamos a vivenciar hoje. Lágrimas até surgem em meio à dor, mas resisto. A união dos quintos do inferno mais recluso de todos com o demônio mais devastador dos infernos. União esta para impor verdades momentâneas ou falsas verdades infindáveis, união esta para que continuemos os imbecis de cara pintada, a enaltecer os mártires polpudos dos cofres, a afundar o mundo no abismo ausente de fim. Apoderam-se de concessões {p-ú-b-l-i-c-a-s} para distribuir sementes, raízes, caules, folhas, frutos e troncos, um vômito de bactérias mais firmes e fortes de uma elite minúscula que corroem, a todo instante, cada molécula do planeta. Devastando organelas das células no extremo enfermo das massas. Parece uma orquestra na dissolução de uma partitura orquestrando as notícias e o que o povo deve pensar, deve beber, deve sentir, deve perecer. Talvez esta minha doença de dores e agonia ao ver imagens dissociadas da realidade, cometida na infância, seja realmente incurável porque apenas terá a esperada cura se as mesmas bactérias, que empestam o ar todos os dias e suas ondas eletromagnéticas, chegar até ao formato dos endiabrados pixels na TV, morram de falência múltipla dos órgãos pelo caminho da antena emissora a minha retina inflamada. Sinto que estou no princípio de ficar curado. Deixando de ficar acuado. Eu e milhares de pessoas que começam a discutir renovações de concessões de TVs, o que se diz no jornal escrito e o que se pretende comunicar. Deve-se expor no mínimo duas faces da mesma história difundida na mídia, com a mesma entonação, os mesmos gestos, com o mesmo tamanho e cores, sem prestigiar um ou o outro e deixar livre o ouvinte pensar, concluir. Faço isso em minhas histórias. O mesmo barro sombreado pelas árvores das brincadeiras no sítio da infância permanece a me manter vivo neste mundo acalorado de imagens a direcionar a vida.
“Mais vale as verdades sem prova da internet do que as mentiras com prova da televisão.” TFV
Fico agradecido e honrado o convite feito pela incansável guerreira Ranna Mangue para ser colunista oficial do Blog dos RASTREADORES DE IMPUREZAS. Na crítica-mídia do estado do Ceará.
Criado o espaço da Crítica-mídia cearense
Desde o dia 13 de outubro esta no ar a vanguardista crítica-mídia do estado do Ceará. O Blog dos RASTREADORES DE IMPUREZAS ficará na vigília, a perceber as impurezas contaminadas da mídia cearense. RASTREADORES DE IMPUREZAS é uma entidade ativa e vigilante que se utiliza do espaço livre da Internet para comunicar e alertar os consumidores da mídia cearense a sua qualidade e os reais interesses que na maioria das vezes não são ao bem coletivo. RASTREADORES DE IMPUREZAS fará um recorte crítico nos principais meios de comunicação tradicionais de massa do estado. Uma nova modalidade crítica que abrangerá as principais emissoras de TV e os jornais mais vendidos. RASTREADORES DE IMPUREZAS é uma entidade livre, liberta, na independência que só a Internet proporciona. A crítica-mídia ficará com todas as forças dos seus radares ligados para rastrear os percalços da mídia-cabeça-chata.
RASTREADORES DE IMPUREZAS: http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/
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