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		<title>Crise na América Latina? Crise no mundo? Crise da vida.</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 10:57:14 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color:#666600;"><strong>Sou terrorista.<br />
</strong>Sou Terrorista porque não acredito neste modelo de vida que enfeita as vitrines. Sou Terrorista porque não considero os EUA como a nação maior. Sou Terrorista porque não suporto a fome das lombrigas na estiagem dos estômagos na caatinga. Sou Terrorista porque o cinema e toda produção cultural americana não me rende na dominância das entrâncias da alma. Sou Terrorista porque me pedem esmolas no sinal. Vejo a prostituição na Beira Mar. E não me conformo com a violência dos políticos que se apoderam da miséria nas favelas. Sou Terrorista porque questiono as aparições da mídia. Acredito na vida, e odeio hipocrisias. Sou Terrorista porque ainda detenho ao corpo sentimentos humanos. Sou Terrorista porque não prego mentiras. Sou Terrorista porque não creio nas ilusões concebidas pelos egoístas. Sou sim, um Terrorista nato, porque vivo nas trincheiras da observação profunda. Ausente de medos, na dianteira da guerrilha urbana. Sou Terrorista porque não tenho fé no exército, na igreja e na política. Manejo minhas armas, e atiro quando quero. Sou Terrorista porque estou atormentado como povo abirobado. Não me adapto com o lixo a coexistir com o ouro dos porões. Sou Terrorista porque diante minha postura firo os direitos da ordem econômica. Sou Terrorista porque tenho como refém a vida. Não quero representantes na política. A culminância do poder é a coletividade acabando com o próprio poder. Sou Terrorista porque minha arma química são as alucinógenas letras explosivas. Sou Terrorista povo das Bolsas. Palavras-bombas, povo das orgias econômicas. Derrubando todas as ações dos valores vistos em pregões. Sou Terrorista porque não sou conivente com os mercados. Muito menos com a acidez do trabalho. Sou Terrorista porque não peço as bênçãos às moedas. Nem rezo o pai-nosso às cédulas. Sou Terrorista porque apenas invado a lista de necessidades da sobrevivência das pessoas. Sou terrorista porque assisto o massacre da humanidade ao vivo e não fico calado. Grito, esperneio, choro. Sou Terrorista porque violo as Leis que auxiliam os donos das Leis. Sou Terrorista porque jogo granada na boca dos capitais. E atiro na ditadura das idéias de consumo. Sou Terrorista porque não vejo saída para o ensino tecnicista. Sou Terrorista porque não tenho como meta o lucro. Prefiro sentir o que ainda resta da natureza. Sou Terrorista porque não pretendo aprender outra língua. Sou Terrorista porque não suporto liberais fascistas gozando ao poder. Maltratando o próximo, a fome, a dor, na ignorância do cérebro inativo. Sou Terrorista porque não ambiciono a primeira colocação na competição imposta pelas cifras. Espero devagar o vento passar. Sou Terrorista porque meu tempo não vale dinheiro. Sou Terrorista porque busco o puro comunismo. Na coletividade absoluta dos princípios da existência. Sou Terrorista porque separo igreja de Deus. Não preciso dar os dízimos para falar com o Deus. Nem de interlocutores para forçar a interpretação da Bíblia. Sou Terrorista porque creio na falência dos poderes. Na morte do estado, no fuzilamento da democracia. Sou Terrorista porque faço atentado contra o pensamento burguês. Sou terrorista porque ainda acredito na riqueza imaterial das pessoas. Terrorista eu sou, porque a própria sociedades dos espetáculos querem me denominar assim.<br />
<strong>Sou Terrorista.</strong></span></em></p>
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<div align="justify">By Tiago Viana™ .</div>
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<div class="post-footer">
<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard">Por: <span class="fn">RastreadoreS de ImpurezaS</span></span></div>
<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard"><span class="fn"></span></span></div>
<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard"><span class="fn"><span><font face="Arial"> </font></p>
<div class="widget TextList">
<h2 align="center">Sugestão de Leitura</h2>
<div class="widget-content">
<ul>
<li><a target="_new" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8576790815&amp;sid=201945899126490247897111"><strong><font color="#1b703a">INDIVIDUAIS &#8211; Autor: VIANA, TIAGO &#8211; Editora: NOVO SECULO &#8211; Assunto: LITERATURA BRASILEIRA-ROMANCE</font></strong></a></li>
</ul>
</div>
<div class="clear"></div>
<p><span class="widget-item-control"><span class="item-control blog-admin"><a target="configTextList1" href="http://www.blogger.com/rearrange?blogID=2804624345923216393&amp;widgetType=TextList&amp;widgetId=TextList1&amp;action=editWidget" title="Editar" class="quickedit"><strong><font color="#1b703a"><span class="quick-edit-icon"> </span> </font></strong></a></span></span></p>
<div class="clear"><strong><font color="#1b703a"></font></strong></div>
</div>
<p align="center" class="widget-content"><strong><font color="#1b703a"><img width="226" src="http://bp1.blogger.com/_IvQhEVdiM_w/Ry9OqsEOQJI/AAAAAAAAADY/DRfNs8ccoJk/S226/individuais.jpg" height="150" /></font></strong></p>
<p align="center" class="widget-content"><strong><font color="#1b703a"></font></strong></p>
<p align="center" class="widget-content"><strong><font size="5" color="#008000">No ar a Crítica-mídia cearense:</font></strong></p>
<p align="center" class="widget-content"> <font color="#00ff00"><strong>http<b>:</b>//rastreadoresdeimpurezas<b>.</b>blogspot<b>.</b>com/</strong></font></p>
<p class="widget-content">&nbsp;</p>
<p align="center" class="widget-content"><strong><font color="#008000">Conheça!</font></strong></p>
<p></span></span></span></div>
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<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=25&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>80 anos, nossa Crítica ao Jornal O Povo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 20:02:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[80 anos, nossa Crítica ao Jornal O Povo Oitenta anos a imprimir histórias gravadas em resmas de papéis frágeis. Oitenta anos de fontes de tinta preta a encobrir o quase branco papel frágil. Na magnitude da junção das letras a falar dos dias, a importância de se contar a vida, a existência coletiva. Da impressão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=24&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"><a href="http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/2008/01/80-anos-nossa-crtica-ao-jornal-o-povo.html"><font color="#1b703a">80 anos, nossa Crítica ao Jornal O Povo</font></a></h3>
<div class="post-header-line-1"></div>
<div class="post-body entry-content"><a href="http://bp2.blogger.com/_IvQhEVdiM_w/R4KTnptUFTI/AAAAAAAAAMs/914rk9YvuK0/s1600-h/rastreadores_impurezas_jornal_o_povo.jpg"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_IvQhEVdiM_w/R4KTnptUFTI/AAAAAAAAAMs/914rk9YvuK0/s320/rastreadores_impurezas_jornal_o_povo.jpg" style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" /></a></p>
<div align="justify"><span style="color:#666600;">Oitenta anos a imprimir histórias gravadas em resmas de papéis frágeis. Oitenta anos de fontes de tinta preta a encobrir o quase branco papel frágil. Na magnitude da junção das letras a falar dos dias, a importância de se contar a vida, a existência coletiva. Da impressão conflituosa em tiragens cada vez maiores, eis que surge a necessidade do questionamento pensado sempre para toda uma coletividade ativa, não de poucos, mas na amplitude da cidadania que se complementa ao papel frágil de letras gravadas com tinta preta. Íntimos interesses do mais profundo dos egoísmos podem surgir ao horizonte apreciado pela maioria. É ai onde se encontra o diferencial de se servir a uma pitada de poucos humanos ou em sua multiplicidade da plenitude territorial.<br />
As causas sociais e o poder da permanência do domínio, a ecologia e a preciosidade da vida, a cultura e sua aproximação com as tradições, as reais necessidades da existência humana, seja de quem assina o jornal, de quem o compra nas bancas, ou de quem nunca o lê, ou não sabe ler sequer uma palavra do jornal, devem ser sempre levado em primeiro plano na esfera de quem faz o frágil papel ficar repleto de textos no dia-a-dia. Olhares que se perdem, e muitas das vezes se confundem em páginas orquestradas com a finalidade de dar suporte individual ao egoísmo.<br />
Como órgão comunicativo de massa, a matéria prima para dar impulso aos questionamentos diários, o Jornal deve se preocupar em defender sempre causas coletivas, mesmo que do outro lado do conflito exista o Senhor da Moeda, o Senhor da Política, o Senhor Dono do Mundo. Tentar equacionar interesses poderá ser até a saída mais satisfatória, de agrado geral, no entanto, deverá impor a melhor saída àquela que estabeleça um vínculo com a eterna, e não utópica, cidadania, com as causas que evidenciam uma união coletiva para com os dilemas que surgem as manhãs.<br />
O Jornal e seus profissionais jamais deverão vender sua alma, sua dignidade, o seu interno pensamento a qualquer proposta, imposta pela economia mundial. Os custos desta prostituição-criminosa nos dias atuais é a descrença nos fundamentos da confiabilidade do veículo que se prostituir, às escuras, às claras. Quando isso acontece os papéis rabiscados do suor perdem seu sentido de existência. Adentram ao mundo de setas e caminhos invertidos pelas bolsas de valores, cofres de piratas, cédulas de pernas e braços decapitados dos sentidos ainda humanos, que regem o mundo. A proposta imposta sairá com um custo muito alto para sociedade, o seu presente, o seu futuro.<br />
A harmonia do vento a levar os grãos das dunas deve contribuir para com o ambiente. No instante, não pode destruir o equilíbrio do meio. Omitir, abafar a notícia ou apenas falar sem o devido cuidado para o debate, para o questionamento profundo do fato, evidencia em erros fatais que ferem o objetivo central dos meios de comunicações – lutar para uma humanidade mais digna, mais justa. É para isso que existem os jornalistas, os jornais, as letras, a tinta e o papel. De que adianta publicar e mudar o foco principal da notícia apenas para se ter o prazer de dizer “– não saiu no Diário, mas saiu no O Povo”. De que adianta sair no O Povo os trechos parciais de um fato imenso, grandioso que é de extremo interesse da comunidade e de um reduzido grupo de envolvidos no fato, mas este reduzido grupo não tem interesse em polemizar o fato em debate público, o Jornal se vê em apenas falar do fato parcialmente, só para se não dizer que ficou abafado, esquecido pela imprensa cearense, o tal fato. Isso quando fala. Muitas das vezes fica esquecido a sete chaves nos porões da injustiça. Não se deve temer grupos econômicos ou políticos grotescos e fortes. Resistimos à ditadura em tempos passados, porque não resistiremos ao tempo onde a informação é rei? Defender interesses mesquinhos de uma elite com panfletagens compradas no Jornal, apenas porque é conhecido de fulano e sicrano, é amigo próximo, familiar, tem ligações financeiras ou tem medo de represarias, de perseguições, de ameaças, torna-se um erro mortal, em dias que a sociedade tem recursos tecnológicos de dar sua própria versão a história do mundo.<br />
Ser um convicto repetidor das feituras da imprensa sulista, e sua meia dúzia de abastados a impor o seu pensar, também não se conduz com os princípios da base humana. Nem mesmo seguir a risco a pauta imposta dos acontecimentos de outras regiões do Brasil. Deve tentar ser pioneiro no registro do tempo, e não seguir modas lançadas de povos esparsos, distintos. Seguir a imprensa mundial e unir aos ideais propostos por contorcionistas do poder, de sempre manter a elite no topo do altar, é pecaminoso e vergonhoso. Tem-se mesmo que se indignar com tudo que não vá de encontro com os princípios da humanidade, porque a coletividade na sua amplitude máxima dos povos é que se deve defender com unhas, almas, dentes e letras.<br />
Nos Jornais, entre eles, O Povo, têm que se privilegiar, sempre, é o povo. Não o que lê todos os dias a diversidade de colunas e cadernos, mas o que nem saber ler. Porque é para eles que os Jornais têm sua real função, poderiam assim, ajudar ainda mais a humanidade. Chegará um dia que mais da metade de um jornal será produzido pelo cidadão-leitor. Espero que este dia da pluralidade, da democracia realmente plena chegue e seja manchete nos Jornais de hoje.<br />
Parabéns O Povo e seus 80 anos, por tentar entrar no caminho da coletividade concreta do mundo.</span></div>
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<div align="justify"><span style="color:#666600;">Obs.: Foto da primeira página do Jornal O Povo publicado no dia 7 de janeiro de 1928.</span></div>
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<p>By Tiago Viana™ .</p></div>
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<div class="post-footer">
<p class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard">Por: <span class="fn">RastreadoreS de ImpurezaS</span> </span></p>
<p class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard"><a href="http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/">http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/</a></span></p>
</div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/24/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/24/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=24&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Editorial: A Evolução da Ditadura no Brasil</title>
		<link>http://tayguara.wordpress.com/2007/11/15/editorial-a-evolucao-da-ditadura-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 00:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser ditador no dicionário Aurélio: “aquele que concentra todos os poderes do estado. Ditadura: forma de governo em que todos os poderes se enfeixam nas mãos dum grupo, duma assembléia, dum partido político, ou duma classe, qualquer regime de governo que cerceia ou suprime as liberdades individuais”. Partindo do princípio de ditador e ditadura, chegamos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=23&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"></h3>
<p class="post-body entry-content"><a href="http://bp0.blogger.com/_IvQhEVdiM_w/Rzt8KwMgioI/AAAAAAAAAFI/pVnvnmF4BeM/s1600-h/ditadura+da+midia+rastreadores.jpg"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_IvQhEVdiM_w/Rzt8KwMgioI/AAAAAAAAAFI/pVnvnmF4BeM/s320/ditadura+da+midia+rastreadores.jpg" style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" /></a></p>
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<p align="justify">
Ser ditador no dicionário Aurélio: “aquele que concentra todos os poderes do estado. Ditadura: forma de governo em que todos os poderes se enfeixam nas mãos dum grupo, duma assembléia, dum partido político, ou duma classe, qualquer regime de governo que cerceia ou suprime as liberdades individuais”. Partindo do princípio de ditador e ditadura, chegamos aos meios de comunicação de massa e sua forma de trabalhar as mentes das pessoas. Tenho a sapiência de que se liga a televisão quem quer, troca de canal que pode, mas ninguém é obrigado a engolir a tarefa real dos meios tradicionais de comunicação que é sustentar a forma de dominação do sistema existente. Cada emissora de TV corresponde a uma forma de ver o mundo, o problema é quando as principais emissoras, as mais assistidas, formam uma espécie de cartel de pautas e interesses comuns a serem comunicados. Para começar não existe uma divisão de bens com a população dos instrumentos que levam uma pessoa comum ser “dono” de uma concessão pública com direito de colocar no ar uma TV ou uma emissora de rádio. É uma concentração de emissoras sem precedentes, nas mãos de meia dúzia de famílias brasileiras, capaz até se contar nos dedos das mãos. Famílias estas donas de impérios de comunicações, tendo mais de uma emissora de TV, rádios, jornais, revistas e agora querendo impor a Internet. As elites de todos estados dominam os meios de comunicação em cada estado brasileiro, as redes televisivas, geralmente no sudeste brasileiro, são responsáveis por orquestrar este poder que parece ser eterno, uma tirania que passa de geração a geração. Desta forma já se exclui quase toda população. Nem o ato de se colocar uma televisão é democrático. Há muitos empecilhos, e até parece que é preciso ser político, empresário ou parente de algum político para ter as concessões ao alcance, em outras palavras por que será que o tom político anda de mãos dadas com a mídia? Só por este motivo já poderíamos taxar os “donos” das mídias de ditadores ou o próprio sistema que é condicionado a esta exclusão de negócios.<br />
A TV deveria ser um negócio social, já que invade o ar e penetra em todos os cômodos das residências sem pedir licença. Na realidade a TV é um grande negócio de interesses individuais de grupos econômicos. Isso sem contar ainda com a mídia e seu poder de exclusão das informações. Manipulações sempre vão existir, é impossível fugir delas, mas existem manipulações puras e as obscuras. As puras e recomendáveis são aquelas pensadas para uma grandiosidade maior de toda uma coletividade. O contrário, a ser pensado apenas por interesses de grupos políticos ou econômicos para defender suas causas e reivindicações é extremamente nociva a sociedade em sua totalidade. Mas, como saber se a manipulação de conteúdo é saudável ou não? Saber se esta sendo para o interesse coletivo ou não? Esta é a dificuldade, porém, não impossível de ser identificada. O ideal era uma educação de base que transmitisse este poder de identificação da percepção social dos meios de comunicação na população. Mas, a confiabilidade do cidadão para com o conteúdo da mídia é a sinergia que impulsiona a ditadura nos meios de comunicação acontecer. Quem decide o que interessa ou não para as pessoas assistirem? A TV é apenas parte da realidade. As causas e conseqüências disso é a sociedade se questionar até que ponto isso influência sua vida e como podemos transformar a realidade para o bem comum da comunidade em geral. Se os meios de comunicação de massa se acham conviver numa democracia real, longe das ditaduras, distante de ditadores, pergunto aos orquestradores de lares: Que mídia é esta que sufoca pluralidade e suprime pensamento crítico? Que mídia é esta que se auto-proclama formadora e porta-voz definitiva da &#8220;opinião pública&#8221;? Que sufoca a pluralidade de visões? Que esta nas mãos de poucos grupos familiares e políticos? E suprime o pensamento crítico do debate nacional? Isso é democracia? Ou se trata de uma evolução da ditadura? A maior rede de televisão do país nasceu e cresceu dentro de uma ditadura, talvez esta época saudável para esta emissora tenha reflexos até hoje no modo de como a classe dominante trata a nação, em seus conglomerados de comunicações, onde a arrogância, o preconceito, a “justiça” imposta e não julgada por aqueles que têm o direito de julgar prevalece em sua programação. Meritíssimos estes que começam a se tornar vedetes da mídia, tornando-se assim um perigo sem precedentes porque a mídia faz o julgamento público e o acusado já chega julgado aos juízes celebridades, ficando assim, os magistrados reféns do julgamento inapropriado e imoral da mídia. Isso é democracia? Querendo impor a passividade do telespectador apenas receber conteúdo e não questionar a tentativa de impor a “verdade” dos meios de comunicação para o povo brasileiro. Para elite brasileira quanto mais o povão acreditar e ir de encontro ao que a mídia anuncia e defende melhor para acumular e se manter no topo do poder, a dominação fica mais fácil. A TV é o eletrodoméstico mais popular no Brasil. A crítica a mídia deveria se popularizar também, desde questionar quem são seus comandantes até discutir o que ser visto, para que aquele jornalista falou aquilo. Abrindo de vez a caixa preta dos meios de comunicação. Porque quem controla os instrumentos da comunicação não pode jamais controlar os conteúdos das informações e muito menos o fluxo dos conhecimentos. Jornalistas são apenas comunicadores e não os orquestradores da situação nacional. Questionamentos que deve se começar na mesa de casa, e seguir para os bares, as escolas, as igrejas, os trabalhos, todos os dias da semana, e não apenas saber qual é a última moda da novela. A sociedade civil deve ser o atuante protagonista nesta mudança. Legitimando as intensas finalidades humanas, que sirvam a sociedade. A grande revolução terá que passar pela TV. E não venham os manipuladores de plantão, os prostitutos-jornalistas, por conta do debate público, diante a questão de saúde que é a mídia e seu poder, tentar ressuscitar o papo que isso se trata da defasada censura, é sim apenas um passo para se chegar à democracia plena.<br />
Além da falta de democracia em seus atos, a mídia também se torna refém dos números das pesquisas do IBOPE. Desta forma pode cobrar favores maiores à medida que os números do IBOPE forem mais altos, tornando-se, assim, reféns de anunciantes de conglomerados da indústria, do comércio e de serviços. Podendo estes anunciantes influenciar no conteúdo da mídia, pois a instituição que pagou pela publicidade pode mercantilizar estas substâncias da informação ao seu favorecimento. Fragilizando de vez a tal da democracia esplêndida que muitos dizem que vivemos no Brasil. Demandas de mercado que de certa forma prejudica a comunicação séria dos meios de comunicação. São apenas seis redes de televisão que juntas somam 95% da audiência brasileira, e detém 90% dos recursos da publicidade no Brasil. Programas de entretenimento são deprimentes, um risco vital para sociedade, com demonstrações reais de como as ideologias de dominação da elite se passa despercebido e é aceito pelo público em geral, é captada de forma clara, ausente de dores. O que deve estar por detrás das mensagens das novelas, dos filmes, dos jornais? Mais um instrumento da evolução da ditadura branca no Brasil.<br />
Desmercantilizar e assim democratizar, sobre todos os aspectos, os meios de comunicação de massa se torna indispensável para uma democracia íntegra. A mídia é essencial para redemocratizar o país. A diversidade tem que ter seu espaço obrigatório, a mídia tem que deixar de ser a intermediária entre o governo e a opinião pública, entre grupos econômicos fortes e o povão. O governo Federal precisa deixar de destinar verbas públicas de publicidade de grandes estatais para sustentar os grandes impérios midiáticos do Brasil, ou que pelo menos os meios de comunicação de massa repassem parte dos seus lucros para dar sustentabilidade aos meios de comunicações comunitárias, não se trata de concessões públicas? Isso sim é democracia. O povo já paga o bastante para receber uma informação deturpada e banal de obscuros interesses políticos, sociais e econômicos do que há de mais nojento neste país, sua elite.</p>
<p align="justify">
<p>By Tiago Viana™ .</p>
<p class="post-footer">
<p class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard">Por: <span class="fn">Rastreadores de Impurezas</span></span></p>
<p class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard"><span class="fn"><a href="http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/">http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/</a></span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=23&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Doença que espera a Cura.</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 00:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não, não é de hoje que um ódio me dói à alma. É desde minha infância de brincadeiras ao barro, as árvores que me faz sentir a cabeça doer. No enfermo que só me trás magoas. Assistindo a tela engordar o poder de quem tem o poderio afinado a economia. Foi assim que comecei a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=21&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri">Não, não é de hoje que um ódio me dói à alma. É desde minha infância de brincadeiras ao barro, as árvores que me faz sentir a cabeça doer. No enfermo que só me trás magoas. Assistindo a tela engordar o poder de quem tem o poderio afinado a economia. Foi assim que comecei a viver. De imagens a se passar por verdade e gente a acreditar naquelas verdades da ditadura aperfeiçoada do saber. Acompanhando meu Pai as noites de noticiários na TV, percebia a indignação após cada notícia, após cada edição mal sucedida do Jornal que imporia ser de rede Nacional, as feições nada agradáveis do meu amado Pai. Não que ficasse indignado pelas desgraças aplaudidas de pé pela audiência sem dedos no pé, mas sim, pela manipulação grosseira, absoluta de manifestos “elitinosos” abertos ao público frágil e majestosas armações sempre a denegrir as reais necessidades coletivas da nação. A forma angelical da boca do jornalista a noticiar e ao mesmo tempo omitir o fato me fazia esquecer o barro que sujava minhas mãos as brincadeiras no sítio e as árvores que sempre me acolhiam na amplitude do sol. Foi diante dores, magoas de uma doença que parecia jamais ter cura que cresci, assistindo ordenamentos meticulosamente afinados com veemências individuais racistas e golpistas. Fora o meu corpo, parecia existir uma epidemia infinita a contaminar na rapidez da multiplicidade, em todos os círculos da sociedade, a doença da veneração absoluta dos sacerdotais atores prostitutos-jornalistas da TV, dos jornais, das rádios. Se diziam no fôlego da manchete sim, era sim e ponto. Sei que há ressalvas, sei que apenas trabalham nas TVs, nos órgãos de comunicação retrucados, e são meros funcionários a cumprir ordens dos que se acham donos das TVs, do céu e seus satélites a levar a informação ao calabouço do universo ou pela situação de complacência política, econômica ou outra qualquer, são no mínimo cúmplice do caos-moléstia que tomou conta do mundo. Esta doença crônica que se desenvolveu na minha humilde infância só tem agravado ao passar do tempo. Já tentei curas de todos os tipos, mas eu sozinho não vou conseguir a cura eterna. Vejo “os sadios”, “os curados” e seu globo intocado da presunção de pensar que esta a raciocinar correto em paralelo ao que se diz na TV, e portanto, assimilarem toda proposta imposta por mentes que detestam os mesmo, “sadios e curados”, que chupam tudo e endeusam todo conteúdo esfacelado em estágio terminal que a TV, e agora em conjuntura midiática, unindo meios de comunicação escrito, animado, falado e sonhado, com um intuito único e exclusivo de manter esta ordem de valores totalmente invertidos que se acostumamos a vivenciar hoje. Lágrimas até surgem em meio à dor, mas resisto. A união dos quintos do inferno mais recluso de todos com o demônio mais devastador dos infernos. União esta para impor verdades momentâneas ou falsas verdades infindáveis, união esta para que continuemos os imbecis de cara pintada, a enaltecer os mártires polpudos dos cofres, a afundar o mundo no abismo ausente de fim. Apoderam-se de concessões {p-ú-b-l-i-c-a-s} para distribuir sementes, raízes, caules, folhas, frutos e troncos, um vômito de bactérias mais firmes e fortes de uma elite minúscula que corroem, a todo instante, cada molécula do planeta. Devastando organelas das células no extremo enfermo das massas. Parece uma orquestra na dissolução de uma partitura orquestrando as notícias e o que o povo deve pensar, deve beber, deve sentir, deve perecer. Talvez esta minha doença de dores e agonia ao ver imagens dissociadas da realidade, cometida na infância, seja realmente incurável porque apenas terá a esperada cura se as mesmas bactérias, que empestam o ar todos os dias e suas ondas eletromagnéticas, chegar até ao formato dos endiabrados <span>pixels</span><span> </span>na TV, morram de falência múltipla dos órgãos pelo caminho da antena emissora a minha retina inflamada. Sinto que estou no princípio de ficar curado. Deixando de ficar acuado. Eu e milhares de pessoas que começam a discutir renovações de concessões de TVs, o que se diz no jornal escrito e o que se pretende comunicar. Deve-se expor no mínimo duas faces da mesma história difundida na mídia, com a mesma entonação, os mesmos gestos, com o mesmo tamanho e cores, sem prestigiar um ou o outro e deixar livre o ouvinte pensar, concluir. Faço isso em minhas histórias. O mesmo barro sombreado pelas árvores das brincadeiras no sítio da infância permanece a me manter vivo neste mundo acalorado de imagens a direcionar a vida. <span> </span></font></p>
<p><font face="Calibri"> </font><font face="Calibri"> </font></p>
<p style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri"><span> </span><span> </span><span> </span>“Mais vale as verdades sem prova da internet do que as mentiras com prova da televisão.” TFV</font></p>
<p style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri">Fico agradecido e honrado o convite feito pela incansável guerreira Ranna Mangue para ser colunista oficial do Blog dos RASTREADORES DE IMPUREZAS. Na crítica-mídia do estado do Ceará. </font></p>
<p><span style="font-size:14pt;line-height:115%;"><span><font face="Calibri"> </font></span></span><span style="font-size:14pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">Criado o espaço da Crítica-mídia cearense</span><span style="font-size:7.5pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"><br />
Desde o dia 13 de outubro esta no ar a vanguardista crítica-mídia do estado do Ceará. O Blog dos RASTREADORES DE IMPUREZAS ficará na vigília, a perceber as impurezas contaminadas da mídia cearense. RASTREADORES DE IMPUREZAS é uma entidade ativa e vigilante que se utiliza do espaço livre da Internet para comunicar e alertar os consumidores da mídia cearense a sua qualidade e os reais interesses que na maioria das vezes não são ao bem coletivo. RASTREADORES DE IMPUREZAS fará um recorte crítico nos principais meios de comunicação tradicionais de massa do estado. Uma nova modalidade crítica que abrangerá as principais emissoras de TV e os jornais mais vendidos. RASTREADORES DE IMPUREZAS é uma entidade livre, liberta, na independência que só a Internet proporciona. A crítica-mídia ficará com todas as forças dos seus radares ligados para rastrear os percalços da mídia-cabeça-chata. </span></p>
<p style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><span style="font-size:7.5pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"><br />
</span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';">RASTREADORES DE IMPUREZAS:</span><span style="font-size:7.5pt;color:black;line-height:115%;font-family:'Verdana','sans-serif';"> <a target="_blank" href="http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/"><font color="#800080">http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/</font></a></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/21/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/21/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=21&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>RESPOSTA DA CONAR AO TEXTO DO DIA 04/06/2007</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 17:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[RESPOSTA DA CONAR A PROPAGANDA MENTIROSA DO SHOPPING IGUATEMI Até quando aberrações irão sair do ar? Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=20&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background:url('../images/images/det_bg_legenda.gif') #eee repeat-y;padding:8px 8px 8px 13px;" class="txt11">RESPOSTA DA CONAR A PROPAGANDA MENTIROSA DO SHOPPING IGUATEMI</p>
<p style="width:421px;"><!-- pra conter o tamanho do texto-->Até quando aberrações irão sair do ar?</p>
<p>Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária ainda está julgando o caso? Ou será que a moeda verde, que ronda este país, já se fez passar e está depositado em seus profundos cofres de comerciais de ouro?</p>
<p>Senhores julgadores publicitários do CONAR como cidadão cearense peço que reveja, julgue e retirem do ar a publicidade maldita e mentirosa do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito da criação do Parque do Cocó na capital cearense. Citando a patética propaganda: “Graças à doação a área se transformaria no mangue do Cocó que conhecemos hoje” não sei, mas diante minha insignificância defronte o mundo acho que apenas a complexidade do ecossistema natural, que dizem as múltiplas línguas ser uma criação divina, é capaz de construir e produzir um mangue e toda sua biodiversidade. Ou será que o homem ou um grupo empresarial é competente bastante a tal façanha? Será então o grupo Jereissati um Deus que os povos ainda não descobriram? Peço então que as autoridades públicas doem a Floresta Amazônica ao tal grupo empresarial, pois, só assim a Amazônia se restabeleceria totalmente diante as queimadas e os desmatamentos, mas para isso teria que deixar construir numa área aterrada e desmatada um shopping com torres dentro da extensão preservada da mata. Que tanta falácia! Diz as leis dos mandamentos publicitários: “evitará o publicitário a publicidade enganosa, que omitem valores que deveriam ser ditos, ou que compõe ou apresenta anúncios de tal forma e propositadamente, que os mesmos induzam a interpretações errôneas. Evitará também as indicações ou alusões falsas, os exageros, que induzam a decepção”. Que bom seria caçar o diploma destes publicitários malditos, multar com severa cifras o anunciante em questão. As leis do que parece não ter lei ainda diz mais: “não explorar a ignorância, a ingenuidade, a boa-fé e a pobreza das pessoas. O mistificador deve ser condenado e não aplaudido” “o povo não é burro. Burro é quem trabalha usando este princípio” “não criar sem saber para quem e quais as conseqüências. Nós nunca estamos apenas cumprindo ordens superiores” e por ai vai à falsidade do mundo fantástico publicitário brasileiro.</p>
<p>Tudo que sei é que o Parque do Cocó e seu agredido mangue já existiam desde os primórdios, desde os primeiros habitantes a adentrar nas terras Alencarinas. Publicidade mentirosa esta do Iguatemi, parece até conto mal produzido de fadas. Até quando esta nojenta propaganda irá permanecer no ar?</p>
<p>CONAR &#8211; RESPOSTA AO CONSUMIDOR &#8211; ABERTURA DA REPRESENTAÇÃO 146/07‎;;;</p>
<p>PROPAGANDA DO IGUATEMI SERÁ JULGADA PELA CONAR!<br />
Propaganda mentirosa do Shopping Iguatemi será julgada pela CONAR:</p>
<p>Em resposta a reclamação:</p>
<p>Prezado(a) Tiago Feitosa Viana,</p>
<p>Em atenção à reclamação recebida em 04/06/07, cumpre informar que o CONAR instaurou a Representação 146/07, cujo objeto corresponde à queixa enviada por V. Sa.: a análise da regularidade do anúncio &#8220;SHOPPING IGUATEMI &#8211; MANGUE DO COCÓ&#8221;.<br />
O julgamento do processo ocorrerá em breve e assim que exarada, a decisão será divulgada em nosso site: <!-- BBCode auto-link start --><a target="_blank" href="http://www.conar.org.br/">www.conar.org.br</a><!-- BBCode auto-link end --> &#8211; em Notícias.</p>
<p>Atenciosamente</p>
<p>Secretaria Executiva</p>
<p>CONAR &#8211; Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=20&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Até quando aberrações irão sair do ar?</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 01:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Até quando aberrações irão sair do ar?                 Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária ainda está julgando o caso? Ou será [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=18&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font face="Calibri">Até quando aberrações irão sair do ar?</font></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri"><span>                </span>Questionamento que esta perturbando todos os fortalezenses que se preocupam com o futuro da cidade: até quando a publicidade macaqueada do Shopping Iguatemi a respeito do Parque do Cocó vai sair do ar? Será que o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária ainda está julgando o caso? Ou será que a moeda verde, que ronda este país, já se fez passar e está depositado em seus profundos cofres de comerciais de ouro? </font></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri"><span>                </span>Senhores julgadores publicitários do CONAR como cidadão cearense peço que reveja, julgue e retirem do ar a publicidade maldita e mentirosa do Shopping Iguatemi Fortaleza a respeito da criação do Parque do Cocó na capital cearense. Citando a patética propaganda: “Graças à doação a área se transformaria no mangue do Cocó que conhecemos hoje” não sei, mas diante minha insignificância defronte o mundo acho que apenas a complexidade do ecossistema natural, que dizem as múltiplas línguas ser uma criação divina, é capaz de construir e produzir um mangue e toda sua biodiversidade. Ou será que o homem ou um grupo empresarial é competente bastante a tal façanha? Será então o grupo Jereissati um Deus que os povos ainda não descobriram? Peço então que as autoridades públicas doem a Floresta Amazônica ao tal grupo empresarial, pois, só assim a Amazônia se restabeleceria totalmente diante as queimadas e os desmatamentos, mas para isso teria que deixar construir numa área aterrada e desmatada um shopping com torres dentro da extensão preservada da mata. Que tanta falácia! Diz as leis dos mandamentos publicitários: “evitará o publicitário a publicidade enganosa, que omitem valores que deveriam ser ditos, ou que compõe ou apresenta anúncios de tal forma e propositadamente, que os mesmos induzam a interpretações errôneas. Evitará também as indicações ou alusões falsas, os exageros, que induzam a decepção”. Que bom seria caçar o diploma destes publicitários malditos, multar com severa cifras o anunciante em questão. As leis do que parece não ter lei ainda diz mais: “não explorar a ignorância, a ingenuidade, a boa-fé e a pobreza das pessoas. O mistificador deve ser condenado e não aplaudido” “o povo não é burro. Burro é quem trabalha usando este princípio” “não criar sem saber para quem e quais as conseqüências. Nós nunca estamos apenas cumprindo ordens superiores” e por ai vai à falsidade do mundo fantástico publicitário brasileiro.</font></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri"><span>                </span>Tudo que sei é que o Parque do Cocó e seu agredido mangue já existiam desde os primórdios, desde os primeiros habitantes a adentrar nas terras Alencarinas. Publicidade mentirosa esta do Iguatemi, parece até conto mal produzido de fadas. Até quando esta nojenta propaganda irá permanecer no ar?</font></p>
<p><font face="Calibri"> </font></p>
<p align="right" style="text-align:right;margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri">Tiago Viana .:. 13/06/2007</font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/18/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/18/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/18/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=18&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Volta do SALIPI 2007</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 16:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de chegar do SALIPI 2007 (Salão do livro do Piauí), realizado no Centro de Convenções de Teresina. Nestes encontros sempre há uma troca de percepções agudas entre leitores, produtores e autores. A produção local fica toda exuberante na vitrine a mostrar o que é, pra que veio e quem faz. Ficar isolado, confinado sobre muralhas, espremido entre o Maranhão e o Ceará, isolado ao mundo, pensamento individual em uma coletividade restrita, apenas faz impedir que a auto-estima tão baixa do povo piauiense celebre a sua mudança, há tempos aguardada, que tanto merece se elevar. Isolar-se as grades do bairrismo estúpido do passado e a efervescência do presente não irá fazer renascer a pulsante cultura do Piauí no seu devido lugar de destaque que é para ocupar. Faz-se necessário o intercâmbio com outras nações culturais. Bairrismo em meio à interpelação cultural de estados vizinhos é querer decepar um corpo que se é erguido como num todo, cultivado com luta, gritos e dor. Lá no subsolo dos subsolos há uma união sem estado, sem nação e de um povo só. Há uma ligação entre as raízes e, afinal de contas, lutamos com a mesma bandeira de que se leia mais neste país de boicote as letras. Ficar aos uivos da separação e se isolar ao seu mundo próprio faz insistir na permanência dos erros, faz voltar e estagnar ao esquecimento no Brasil de imêmore. A auto-afirmação não é de hoje que se dá com bairrismos medíocres. O mestre Patativa do Assaré teve que sair da sua terra natal para poder publicar seu primeiro livro (que por sinal foi o Crato-CE que o acolheu), Luis Gonzaga teve que ir ainda mais longe, ao sudeste do Brasil, para poder ser o Rei do Baião, porque então não poderia ir até o Piauí, e não ao sul maravilha, e mostrar o meu humilde trabalho? Acuado fiquei. Único escritor cearense em meio às feras letradas do Piauí. Alguns bairristas encapuzados presentes a sala de bate-papo com o autor. Que pavor! Mas, minha ligação com o Piauí vem de muito antes. O primeiro autor, que um dia sonhei a fazer o primeiro prefácio para um livro meu foi o mestre Assis Brasil. Até cheguei a enviar uma carta convidando para conhecer, e caso gostasse, providenciar um prefácio para o romance, Individuais, carta esta que nunca foi respondida. As lendas do Piauí me chamam atenção. Desperta-me para uma coisa: como morar vizinho a um estado rico de letras e causos e não conhecer seus autores vivos e atuantes? Como não conhecer um guerreiro Cineas Santos, Um apaixonante Luiz Romero, um lutador Ytalo? Talvez porque a proposta de cultura embutida neste mundo de conceitos determinados seja esta mesmo de bairrismos ridículos que muitos até hoje defendem com unhas e berros, cada um é o rei do pedaço e não interessa ver, ler ou escutar os reais vizinhos de sangue, que pensamento mesquinho, pequeno. Conhecer os adjacentes da cidade, do estado e dos estados vizinhos se faz bem ao movimento das letras, das idéias. A prata da casa tem realmente que ser valorizada a ouro seja aqui em Fortaleza, lá no Piauí ou em qualquer lugar do mundo. Agora se isolar achando que a independência autoritária valorizará em dobro os artistas e talentos locais é uma piada de péssimo gosto. Isolamento este de ir e vim, mão dupla, não contribuirá em nenhum ponto para a consagração e afirmação da auto-estima do povo piauiense. No SALIPI fui tratado como um astro. Não por merecer. Mas, escritores têm realmente que serem os astros desta sociedade que prefere inverter valores. Não por mim, mas pela necessidade da visão aguçada e da percepção de mundo a dividir com todos. Afinal a escrita é o maior show do universo. Repito: se até o mestre Luís Gonzaga e o divino Patativa saíram de suas terras para alguém lhe dar valor, porque então, não poderia sair, não para o destemido sul ao mapa, mas para as raízes profundas e aguçadas das bandas do Piauí? De parabéns o mestre Cineas Santos que acolheu surpreendente os meus modestos escritos e batalhou para a realização do 5° SALIPI, conduzindo-o como um verdadeiro herói. De parabéns o também mestre Luis Romero por dar o ar da rouquidão de sua voz a direção literária nas rotas do Salão, por incentivar autores novos como eu, por sonhar maior que as cabeças de cuias do bairrismo, a ficar sempre no esquecimento. De parabéns todo povo do Piauí por fazer um salão do livro de forma tão espontânea, pedagógica e natural. Servindo de exemplo, de modelo para muitas bienais do Livro de todo o Brasil. Peço meus singelos agradecimentos à organização do evento por ter dado a oportunidade única de ter ido mostra meu trabalho aos piauienses, ausente do terror do bairrismo estúpido. Não é dando o troco que se faz o correto. Saiu de Teresina mais convicto ainda que as letras são as armas mais poderosas de todo o mundo. Tiago Viana 10/06/2007.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/17/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/17/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=17&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fantástico mundo de invenções do Iguatemi.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 03:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[            Muito me frustra ver a televisão, e seu alcance perante a sociedade civil, sendo usada para macaquear grosseiramente uma coisa tão séria que é a exploração imobiliária e sua devastação no Mangue do Cocó. Muito me frustra ver um comercial fadigado e agressivo na mídia a dar a versão sem compromisso do “Grupo Iguatemi” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=16&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span>            </span>Muito me frustra ver a televisão, e seu alcance perante a sociedade civil, sendo usada para macaquear grosseiramente uma coisa tão séria que é a exploração imobiliária e sua devastação no Mangue do Cocó. Muito me frustra ver um comercial fadigado e agressivo na mídia a dar a versão sem compromisso do “Grupo Iguatemi” a tamanha repercussão da construção do Iguatemi Empresarial em local irregular. De uma coisa tenho a convicta certeza: a reivindicação da opinião pública cearense está surtindo efeitos. Gastar alguns mil reais fazendo filme, contratando agência publicitária e comprando espaço nobre na televisão cearense para se explicar a população sobre o Iguatemi (repito: o maior símbolo da devastação do Parque do Cocó) e o estuário do Cocó foi realmente à última do último resquício de pingo que faltava, para de fato, a sociedade organizada de Fortaleza engolir as ruas e ir atrás dos seus direitos – defender a sua única área verde de codinome Cocó e sua fonte inesgotável de biodiversidade.</font></span></h3>
<h3 class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span>            </span>Publicidade bem produzida, cara, de cinema, no entanto, mentirosa igual aos filmes americanos. Mas, que golpe cinematográfico! Aproveitando-se da semana comemorativa do meio-ambiente foi uma estratégia armada para aterrar cada raiz decapitada do Mangue concebida pelos Deuses e não por um grupo econômico que apenas visa o dinheiro a qualquer custo. Propor subliminar a idéia de que o Estuário do Cocó foi construído pelo Iguatemi, desculpa leitor, mas é demais. Parecem brincar com a inteligência da população. Pergunto onde estão os promotores a proibir tamanho desrespeito ao povo cearense. Cadê a ética publicitária? O Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária tem que funcionar neste caso. Cadê os promotores a ficar furiosos com toda a seiva do mundo e ir à imprensa para tirar esta publicidade caluniosa para com toda comunidade de Fortaleza? </font></span></h3>
<h3 class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span>            </span>Senti-me como um verdadeiro idiota a ver na TV, em intervalo Global, o anúncio constrangedor do grupo iguatemi (em minúscula porque nem maiúscula merece ficar). Relembrando o “último Pingo D’água que faltava” do dia 31 de maio: “<span style="color:black;">A história da luta contra os enfermos irredutíveis do Parque do Cocó deu seu início no ano de 1977. Passou-se dez anos até a sociedade ativa de Fortaleza conseguir reivindicar junto aos setores públicos a preservação do estuário do Cocó. Tendo em base na Lei Federal N° 6.902, de 27/04/1981, que dispõe sobre a criação de estações ecológicas e áreas de proteção ambiental, foi criada em 1986 através do Decreto Municipal N° 7.302 da Câmara de Vereadores de Fortaleza, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Cocó. Área que prioriza toda a bacia hidrográfica do rio da capital cearense. Para implantação do Parque Ecológico do Cocó o governo do estado demarcou uma área de 1.155,2 hectares, que foi declarada para fins de desapropriação. E com o decreto N° 20.552, de 05 de setembro de 1989, delimitou a primeira etapa do projeto”. Na publicidade mentirosa da TV fala que o Iguatemi foi construído na década de 80. Então não existia o mangue do Cocó antes disso? Tudo foi plantado, executado e concebido pelo Iguatemi? Se em 1977 começou a história da luta para proteger o Cocó fico a imaginar há quanto tempo os inimigos da cidade atuam aplicando golpes descaradamente na população cearense e no seu ecossistema? Querem encerrar o caso Cocó com esta publicidade barata e vazia. Não sou otário, você é?</span></font></span></h3>
<h3 align="right" class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por Tiago Viana.</font></span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"></span></h3>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/16/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/16/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=16&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O último pingo d’água que faltava.</title>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2007 02:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ O Estuário do Rio Cocó é um complexo vivo pertencente ao estado do Ceará. O rio nasce na vertente oriental da Serra da Aratanha no município de Pacatuba, recebendo várias denominações até chegar próximo e entrar na cidade de Fortaleza, sendo conhecido como Rio Cocó, e segue a desaguar nos limites das praias do Futuro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=14&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"></span></strong> <span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Calibri">O Estuário do Rio Cocó é um complexo vivo pertencente ao estado do Ceará. O rio nasce na vertente oriental da Serra da Aratanha no município de Pacatuba, recebendo várias denominações até chegar próximo e entrar na cidade de Fortaleza, sendo conhecido como Rio Cocó, e segue a desaguar nos limites das praias do Futuro e de Sabiaguaba no litoral da capital cearense, sendo o maior rio da cidade com 45km de extensão. Na sua totalidade forma uma bacia fluvial de cerca de 53km. No entanto, a maior preciosidade do ecossistema do Cocó esta inserida no seu rico mangue que ainda abrange uma área de aproximadamente 379 hectares, a mais extensa área verde da cidade e uma das maiores em regiões metropolitanas do Brasil. O mangue possui importantes e imprescritíveis funções ecológicas para a região costeira de Fortaleza. É um infinito berçários para múltiplas espécies. Um filtro biológico que se for medir em valores de moedas da economia mundial, na comparação de valores materiais é de uma importância incontável, interminável tanto para os humanos como para todo o ecossistema que sofre influência de alguma forma do mangue do Cocó. </font></span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>           </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span> </span>Sua exorbitante fauna e flora é um espetáculo esplêndido em meio o caos urbano que a cerca, aprisionando todo o parque. Basta adentrar ao mangue do Cocó e saber o porquê de sua estima para a cidade e para as gerações futuras. A sua fauna é composta por mais de 100 espécies características incluindo aves, crustáceos, moluscos, peixes. Algumas espécies são exclusivas do manguezal do Cocó. A fauna é formada <span style="color:black;">por uma vegetação arbórea com uma composição faunística aquática (vegetação que necessita de muita água). As aves aproveitando da densa mata constituem um elemento muito importante no ecossistema, chegando a formar bandos, como os conhecidos “maçaricos”. </span>A flora é representada por quatro famílias botânicas principais e cinco gêneros, são elas: Rizoforáceas, Verbenáceas, Combretáceas, Conocarpus Eretus, Fabáceas.</font></span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>            </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span></span>Como todo sistema de rios de uma grande cidade brasileira o Rio Cocó também sofre com as conseqüências das ações irracionais dos homens inescrupulosos que transformam o ambiente a qualquer custo. Para grande parte da população de Fortaleza o Parque do Cocó (como é carinhosamente conhecido) é apenas um matagal em meio à cidade a esconder delinqüentes que logo após assaltar em semáforos nas proximidades fogem e se escondem nos esconderijos do mangue. Um corredor do esgoto a desaguar no oceano. No entanto, construções particulares ausente do benefício coletivo a cada dia tomam conta do espaço que em tempos anteriores faziam parte do ecossistema do Cocó. Construções sem muitas contestações devido ao progresso desordenado de Fortaleza onde toda cidade grande deve obrigatoriamente ter, justificativa esta usada com freqüência para degradação consciente e de forma natural das áreas de preservação da cidade em mensagens sublineares do progresso evasivo. Impactos ambientais que prejudicam até mesmo o ar da cidade, a temperatura das ruas da capital. Os mangues são área de preservação permanente por Lei. A caça e pesca, a poluição do rio e a ocupação do solo são os motivos centrais de deterioração gradativa da sua fauna e flora. </font></span><font face="Calibri"><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><span>            </span>O desmatamento, o aterramento, a poluição e as construções em áreas irregulares estão cada vez mais reduzindo o ecossistema do Cocó. Em outras capitais brasileiras há um respeito maior a vida. Cidades como João Pessoa na Paraíba e Natal no Rio Grande do Norte conservam suas matas e seus mangues com um senso maior de responsabilidade, os seus governos são mais atuantes, a população mais consciente e as Leis dificultam o processo de degradação da área em preservação. Um pacto entre a ambição dos empresários, da população local e dos setores públicos, unidos pela causa maior que um simples empreendimento a dar lucro para apenas um grupo. É a coletividade a vencer os dotes individuais. Afinal, os mangues são os grandes </span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">responsáveis pela fertilização das costas.</span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"></span></font><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>          </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>  </span>A história da luta contra os enfermos irredutíveis do Parque do Cocó deu seu início no ano de 1977. Passou-se dez anos até a sociedade ativa de Fortaleza conseguir reivindicar junto aos setores públicos a preservação do estuário do Cocó. Tendo em base na Lei Federal N° 6.902, de 27/04/1981, que dispõe sobre a criação de estações ecológicas e áreas de proteção ambiental, foi criada em 1986 através do Decreto Municipal N° 7.302 da Câmara de Vereadores de Fortaleza, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Cocó. Área que prioriza toda a bacia hidrográfica do rio da capital cearense. Para implantação do Parque Ecológico do Cocó o governo do estado demarcou uma área de 1.155,2 hectares, que foi declarada para fins de desapropriação. E com o decreto N° 20.552, de 05 de setembro de 1989, delimitou a primeira etapa do projeto. </font></span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span> </span><span>           </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span></span>A área mais afetada do curso do Cocó pela degradação de construções de empreendimentos imobiliários se dá nas proximidades dos bairros nobres e de agressivo impacto na especulação imobiliária da cidade. Uma construção em especial chama a atenção pelo grau de ousadia em sua plenitude da concepção e de alto índice de desmatamento e aterramento. O Shopping Center Iguatemi Fortaleza e suas vias de acesso ao estacionamento foram erguidos em meio a aterramentos de lagoas de salinas e do mangue, ocasionando choques de um valor precioso para o equilíbrio do estuário. O empreendimento citado é o maior símbolo do desrespeito da força do poder econômico individual perante a grandiosidade da coletividade da vida na natureza da capital do Ceará. O valor ecológico para o complexo do Cocó para a cidade de Fortaleza vai muito além os dos serviços prestados no shopping (que por sinal têm os preços mais caros da cidade), sei que não há como comparar, mas o ecossistema do Cocó atua no controle de enchentes nos meses de chuvas, na preservação da biodiversidade, no desenvolvimento da pesca no estuário e no mar, na importância paisagística e turística, no controle do clima, no espaço de lazer, bem-estar e educação ambiental, além de ser um dos principais recursos hídricos da cidade com o manguezal e sua planície de inundação ao qual fazia parte a área construída do Iguatemi. Qual a importância de empreendimentos a devastar o Cocó se for visto o beneficio maior da população fortalezense aos nefários benefícios individuais dos donos de empreendimentos como este shopping? </font></span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>          </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>  </span>Neste ano chega à notícia aos meios de comunicação da mais nova aventura “Iguatemiana”.<span>  </span>A construção a apenas 50 metros (se não menos) do Rio Cocó da nova extensão do Iguatemi. Denominado de Iguatemi Empresarial, um prédio sofisticado de 15 andares, para atender as necessidades das empresas que por ventura irão ocupar suas salas. Se já não bastasse o passado comprometedor de construção irregular do Shopping Iguatemi agora querem diminuir ainda mais a já reduzida área do Parque do Cocó, permanecer e insistir no erro decorrido. Era a última gota de poluentes que faltava para despertar na sociedade fortalezense um questionamento maior do fato. A Prefeita Luizianne Lins em ofício sugeriu a Câmara o questionamento da realização inédita de um referendo para debater o tema da construção do Iguatemi Empresarial e só assim viabilizar a obra ou não, dependendo do resultado popular do pleito. Como na problemática está inserido um dos maiores grupos empresarial do Brasil as Leis parecem funcionar na proporção da força bruta do dinheiro. Procurador da “Justiça” entra com toda sua seiva a favor da edificação bizarra e barra na justiça o questionamento democrático levantado pela prefeitura. Banalização do poder contra a consulta popular, banalização contra o posicionamento do povo em saber que projetos como este consolidado podem no futuro prejudicar toda a cidade, inclusive aqueles que compraram alguma sala luxuosa e caríssima na extensão futurística do shopping. O referendo é a única saída legal. Interesse individual jamais poderá ficar a frente dos interesses coletivos. Questionar míseros gastos contra o referendo é a mesma coisa de mendigar centavos em ver benefícios inestimáveis e infinitos a toda uma população. Economia agora para suplantar a democracia? Não vulgarizar o referendo se faz a justiça porque o que está em jogo é o exemplo que isso tudo pode dar em reflexos para qualquer posterior ação a degradação do Parque do Cocó, evitando um mal a todo ecossistema de Fortaleza. O Shopping Iguatemi, como símbolo maior da devastação do estuário do Cocó, pode ter um momento histórico com a implantação de fato deste democrático referendo. Uma saudosa dívida do empreendimento, e seus assassinos aterramentos ao mangue, perante a cidade, que poderá ter a oportunidade de pagar a primeira das muitas prestações a amortizar o débito caso não se consuma a conclusão da torre a locar empresas. Enquanto os questionamentos ganham clamor popular à área que poderá erguer o tal empreendimento imobiliário empresarial esta todo cercado com paredes improvisadas de chapas de aço a prender as ferramentas do crime, lavrar dos olhos o sangue escorrido do ecossistema e esconder as primeiras profundas escavações dos primeiros rígidos pilares dos alicerces a fixar na lama subterrânea do mangue a encontrar as profundas e eternas raízes. Arrogância e muita estupidez demonstrada pelos donos do projeto. O exemplo é triste e caótico. <span> </span><span> </span><span> </span><span> </span><span> </span><span> </span></font></span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span>           </span></font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri"><span> </span>O pouco que ainda resta do ecossistema do Cocó, que ainda falta para o processo de urbanização destruir. O pouco que luta desesperadamente a cada invasão de dejetos a adentrar ao mangue, a cada aterramento a encobrir a crista das árvores, a cada alicerce a desenvolver pilares de sustentação de prédios a estagnar o espaço, o pouco que ainda reluz o verde das folhas está em alto risco de um dia futuro desaparecer totalmente da cidade. Reduzir a uma única praça de nome Cocó. Lembranças apenas em fotos e filmes na Internet. Educação ambiental nas escolas que atendem todas as comunidades próximas ao Parque do Cocó, educação para classe economicamente dominante deste pobre estado. Educação, apenas educação.</font></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"></span><span style="font-size:12pt;color:black;line-height:115%;"><font face="Calibri">Por Tiago Viana. <span> </span></font></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/14/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/14/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=14&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Prostituição em &#8220;Individuais&#8221; de Tiago Viana</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2007 15:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tayguara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[CEARÁ]]></category>
		<category><![CDATA[CONTEMPORÂNEA]]></category>
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		<category><![CDATA[FORTALEZA]]></category>
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		<description><![CDATA[UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁCENTRO DE HUMANIDADESCURSO DE LETRAS: PORTUGUÊS / LITERATURADISCIPLINA: LITERATURA BRASILEIRA ROMANCEPROFESSOR: STÉLIO LIMAALUNO: TIAGO FEITOSA VIANA ANÁLISE SOBREA PROSTITUIÇÃO NA OBRA“INDIVIDUAIS”DE TIAGO VIANA  Fortaleza &#8211; (CE)2007Descobrir a prostituição na obra literária “Individuais” de Tiago Viana é ir um pouco além do que de fato é a denominada prostituição convencional, o comércio carnal. Venda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=13&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ</span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">CENTRO DE HUMANIDADES</span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">CURSO DE LETRAS: PORTUGUÊS / LITERATURA</span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">DISCIPLINA: LITERATURA BRASILEIRA ROMANCE</span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">PROFESSOR: STÉLIO LIMA</span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Arial;">ALUNO: TIAGO FEITOSA VIANA</span></strong><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></strong><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">ANÁLISE SOBRE</span></strong><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">A PROSTITUIÇÃO NA OBRA</span></strong><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">“INDIVIDUAIS”</span></strong><strong><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">DE TIAGO VIANA</span></strong><strong><em><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></em></strong></p>
<p></span></strong><strong><em><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></em></strong><strong><em><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></em></strong><strong><em><span style="font-size:25pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"><span style="color:black;font-family:Arial;">Fortaleza &#8211; (CE)</span><span style="color:black;font-family:Arial;">2007</span><font face="Times New Roman"><span style="color:black;">Descobrir a prostituição na obra literária “<em>Individuais</em>” de Tiago Viana é ir um pouco além do que de fato é a denominada prostituição convencional, o comércio carnal. Venda do prazer? Destilar práticas eróticas, sexuais, sociais? Arte de forma de sociabilidade das comunidades européias da antiguidade. “Cocotes” que faziam parte da cultura européia quando homens de diferentes classes e profissões se sociabilizavam jogando cartas, dançando e bebendo acompanhados pelas meretrizes. O mundo dos bordeis e cassinos de luxo, era o templo das decisões políticas e econômicas da época, corria em meio às mulheres que animavam e perfumavam o lugar. Existindo também nas ruas fora dos bordeis um submundo da prostituição dos cortiços, das moradas precárias, das vilas operárias. Bebidas e mulheres o caminho mais próximo ao prazer extremo.<span>  </span>“</span><span style="color:black;">Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade" title="Antiguidade"><span style="color:black;text-decoration:none;">antiguidade</span></a>, em muitas civilizações, a prostituição era praticada por meninas como uma espécie de ritual de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inicia%C3%A7%C3%A3o" title="Iniciação"><span style="color:black;text-decoration:none;">iniciação</span></a> quando atingiam a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Puberdade" title="Puberdade"><span style="color:black;text-decoration:none;">puberdade</span></a>. No <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Egipto" title="História do Egipto"><span style="color:black;text-decoration:none;">Egito antigo</span></a>, na região da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesopot%C3%A2mia" title="Mesopotâmia"><span style="color:black;text-decoration:none;">Mesopotâmia</span></a> e na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_antiga" title="Grécia antiga"><span style="color:black;text-decoration:none;">Grécia</span></a>, via-se que a prática tinha uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritual" title="Ritual"><span style="color:black;text-decoration:none;">ritualização</span></a>. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais”.</span></font><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">“Cliente e uma prostituta (o saco de dinheiro está pendurando na parede) 480–470 AC, depositado em coleção particular em </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Munique" title="Munique"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Munique</font></span></a><font face="Times New Roman">. Mais adiante, na época em que a Grécia e </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_antiga" title="Roma antiga"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Roma</font></span></a><font face="Times New Roman"> polarizaram o domínio cultural, as prostitutas eram admiradas, porém tinham que pagar pesados </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imposto" title="Imposto"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">impostos</font></span></a><font face="Times New Roman"> ao Estado para praticarem sua profissão; deveriam também utilizar vestimentas que as identificassem, pois caso contrário eram severamente punidas. Na Grécia, existia um grupo de cortesãs, chamadas de </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hetaira" title="Hetaira"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">hetairas</font></span></a><font face="Times New Roman">, ou heteras, que frequentavam as reuniões dos grandes intelectuais da época. Eram muito ricas, belas, cultas e de extrema refinação; exerciam grande poder político e eram extremamente respeitadas”. A prostituição acompanha a história da humanidade mesmo antes de Cristo. Faz parte da cultura dos povos desde quando o homem subordina as mulheres além da existência do poder financeiro e do homem sobre a mulher.</font></span><font face="Times New Roman"><span style="color:black;">A prostituição contribui para o cenário da cidade, o status dos homens abastados. Um elemento a mais no processo de civilização – cultura urbana. Cidade moderna, de comércio até no sexo –um glamour a mais. Assim como no passado o povo estrangeiro veio civilizar tudo, importações de mulheres aconteciam. As européias chegavam para o deleite da sociedade brasileira rica da época.<span>  </span>&#8220;a hipocrisia da sociedade cristã-ocidental tenta minar a condição de cidadã que toda prostituta deve possuir&#8221; (Rudnicki, D., 1990:21). Expulsar a libido e chamar a atenção dos desejos mais íntimos à prostituta desperta o desejo de poder, de possuir, de mando, de ser dono da coisa sem valor algum – do ser humano. </span><span style="color:black;"></span></font><font face="Times New Roman">Mas, o que é prostituição? “<span>A palavra “prostituir” vem do verbo latino <em>prostituere</em>, que significa expor publicamente, por à venda, entregar à devassidão. Dela se deriva “prostituta”, para designar as cortesãs de Roma que se colocavam à entrada das casas de devassidão”. </span>“<span>A <span>prostituição</span> pode ser definida como a troca <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Consciente" title="Consciente"><span style="color:black;text-decoration:none;">consciente</span></a> de favores <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sexuais&amp;action=edit" title="Sexuais"><span style="color:black;text-decoration:none;">sexuais</span></a> por <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Interesses&amp;action=edit" title="Interesses"><span style="color:black;text-decoration:none;">interesses</span></a> não <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sentimentais&amp;action=edit" title="Sentimentais"><span style="color:black;text-decoration:none;">sentimentais</span></a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Afetivos&amp;action=edit" title="Afetivos"><span style="color:black;text-decoration:none;">afetivos</span></a>. Apesar de comumente a <span>prostituição</span> consistir numa relação de troca entre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo" title="Sexo"><span style="color:black;text-decoration:none;">sexo</span></a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinheiro" title="Dinheiro"><span style="color:black;text-decoration:none;">dinheiro</span></a>, esta não é uma regra. Pode-se trocar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_sexuais" title="Relações sexuais"><span style="color:black;text-decoration:none;">relações sexuais</span></a> por favorecimento <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Profissional" title="Profissional"><span style="color:black;text-decoration:none;">profissional</span></a>, por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bens_materiais" title="Bens materiais"><span style="color:black;text-decoration:none;">bens materiais</span></a> (incluindo-se o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinheiro" title="Dinheiro"><span style="color:black;text-decoration:none;">dinheiro</span></a>), por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Informa%C3%A7%C3%A3o" title="Informação"><span style="color:black;text-decoration:none;">informação</span></a>, etc. A prostituição caracteriza-se também pela venda do corpo, seja em fotos ou filmes em que se deixam à mostra partes intímas do corpo. A prostituição é praticada mais comumente por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulher" title="Mulher"><span style="color:black;text-decoration:none;">mulheres</span></a>, mas há ainda um grande número de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem" title="Homem"><span style="color:black;text-decoration:none;">homens</span></a> que têm na prostituição um trabalho <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cotidiano" title="Cotidiano"><span style="color:black;text-decoration:none;">cotidiano</span></a>”. “Na cultura <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silv%C3%ADcola" title="Silv�cola"><span style="color:black;text-decoration:none;">silvícola</span></a> de algumas regiões, inclusive no interior da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia" title="Amazônia"><span style="color:black;text-decoration:none;">Amazônia</span></a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil" title="Brasil"><span style="color:black;text-decoration:none;">Brasil</span></a>, e em algumas comunidades isoladas, onde não há a família monogâmica, não existe <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_privada" title="Propriedade privada"><span style="color:black;text-decoration:none;">propriedade privada</span></a> e por conseguinte não existe a prostituição: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexo" title="Sexo"><span style="color:black;text-decoration:none;">sexo</span></a> é encarado de forma natural e como uma brincadeira entre os participantes. Já onde houve a entrada da civilização ocidental o fenômeno da prostituição passa a ser observado com a troca de objetos entre brancos e índias em troca de favores sexuais”.</span></font></p>
<p></span></em></strong></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Repressão médica a prostituição por conta das doenças sexualmentes transmissiveis foi uma das primeiras repressões intensas a prostituição. “Durante a </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia" title="Idade Média"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Idade Média</font></span></a><font face="Times New Roman"> houve a tentativa massiva de eliminar a prostituição, impulsionada pela em parte pela </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moral" title="Moral"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">moral</font></span></a><font face="Times New Roman"> </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crist%C3%A3" title="Cristã"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">cristã</font></span></a><font face="Times New Roman"> mas também no grande surto de DSTs (principalmente sífilis). Em contrapartida, havia o culto ao casamento cortês, onde a política e a economia sobrepujavam aos sentimentos, e as uniões eram arranjadas somente por interesse (que por sí só já poder-se-ia considerar como prostituição), reforçam ainda mais a prostituição. Em muitas </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corte" title="Corte"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Cortes</font></span></a><font face="Times New Roman">, o poder das prostitutas era muito grande: muitas tinham conhecimento de questões do </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado" title="Estado"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Estado</font></span></a><font face="Times New Roman">, tanto que a prostituição passou a ser regulamentada. Quando houve a </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma" title="Reforma"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">Reforma</font></span></a><font face="Times New Roman"> religiosa no </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVI" title="Século XVI"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">século XVI</font></span></a><font face="Times New Roman">, o </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Puritanismo" title="Puritanismo"><span style="color:black;text-decoration:none;"><font face="Times New Roman">puritanismo</font></span></a><font face="Times New Roman"> começou a influir de forma significativa na política e nos costumes. Somada a este evento, como já mencionado, aconteceu uma grande epidemia de </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_sexualmente_transmiss%C3%ADvel" title="Doença sexualmente transmiss�vel"><font face="Times New Roman"><span style="color:black;text-decoration:none;">doenças sexualmente</span><span style="color:black;"> </span><span style="color:black;text-decoration:none;">transmissíveis</span></font></a><font face="Times New Roman">. A Igreja Católica enfrentou frontalmente o problema da prostituição,</font></span><font face="Times New Roman"><span> lançando mão de recursos teológicos (dogmas, tradição e textos Biblicos). Com a ação da Igreja Católica e das igrejas protestantes que surgiam a prostituição foi relegada a uma posição de clandestinidade, apesar da persistência de algumas cortesãs nas cortes Européias e de suas colônias. Com o advento da <span style="color:black;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial" title="Revolução Industrial"><span style="color:black;text-decoration:none;">Revolução</span><span style="text-decoration:none;"> </span><span style="color:black;text-decoration:none;">Industrial</span></a></span>, houve um crescimento na prostituição. As mulheres de então passaram a somar à força de trabalho, e como as condições eram desumanas, muitas passaram a prostituir-se em troca de favores dos patrões e capatazes, expandindo novamente a prostituição e o tráfico de mulheres. Somente em <span style="color:black;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1899" title="1899"><span style="color:black;text-decoration:none;">1899</span></a></span> aconteceram as primeiras iniciativas para acabar com a escravidão e exploração sexual de mulheres e meninas. Vinte e dois anos mais tarde, a <span style="color:black;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liga_das_Na%C3%A7%C3%B5es" title="Liga das Nações"><span style="color:black;text-decoration:none;">Liga</span><span style="text-decoration:none;"> </span><span style="color:black;text-decoration:none;">das</span><span style="text-decoration:none;"> </span><span style="color:black;text-decoration:none;">Nações</span></a></span> mobilizou-se para tentar erradicar o tráfico para fins sexuais de mulheres e crianças”. “A</span> prostituição era um &#8220;mal necessário&#8221; para a preservação da moral no lar, não podendo ser considerada crime. Entretanto, ela foi criminalizada como &#8220;ato imoral&#8221; que ameaçava a vida social” “a grande indústria &#8220;tende a destruir os elos e freios familiares&#8221;. “Os baixos salários femininos faziam com que a prostituição fosse um fenômeno econômico, como sendo o complemento do salário insuficiente, ou a falta absoluta de salário&#8221;. 95% das prostitutas, nessa perspectiva, vinham das classes pobres, como forma de sobrevivência”.</font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span class="postbody"><em><font face="Times New Roman">&#8230;&#8221;Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam&#8230;&#8221;. </font></em></span><em><br />
<font face="Times New Roman"><span>           </span><span class="postbody">&#8230;&#8221;E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela&#8230;&#8221;</span></font></em><span class="postbody"><font face="Times New Roman"> </font></span><br />
<font face="Times New Roman"><span>            </span>“<span class="postbody">A reprodução desse trecho da Carta a El Rei D. Manuel escrita por Pero Vaz de Caminha em 1º de Maio de 1500, é primeira peça de comunicação feita sobre o Brasil, a qual demonstra que a exploração sexual do Brasil começou já na época do descobrimento, as palavras de Caminha enaltecendo as qualidades da índia brasileira ressaltando seus atributos físicos (com destaque para a genitália depilada “vergonhas tão limpas das cabeleiras) e seu comportamento desinibido (“de nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”). Além desta peça escrita, somam-se desenhos e gravuras posteriores, as pinturas de artistas da época, que povoam em grande número os nossos livros de história e galerias de arte, os quais sempre exploraram essa imagem da mulher nua, disponível e exótica. Pelo que pode-se perceber, o turismo sexual já era objeto de </span><br />
<span class="postbody">divulgação”.</span></font><font face="Times New Roman">Assim no Brasil como tudo primeiro aconteceu lá fora para depois encontrar o país, a prostituição foi uma delas. Índias eram violentadas e trocas de objetos a favorecimento sexual aconteciam desde a descoberta do continente americano. Meninas eram importadas da Europa para animar as noites da sociedade economicamente forte brasileira. Senhores de engenho além de comprar os escravos para o trabalho forçado nos canaviais denegriam as mulheres escravas nas noites de prazer as escondidas de todos. Foi assim que a prostituição no Brasil começou: o homem branco de poder econômico a esfolar índias e escravas negras tanto no trabalho forçado quanto as escondidas em quartos solitários. Dando origem a muitos filhos a exploração do patrão sobre o proletariado. Havia uma importação de meninas (de fora: das regiões mais ricas. Para dentro do país: região ainda em formação e pobre) para a prática sexual. As zonas, os cabarés invadiam as propriedades privadas no silêncio da dor, na miséria trucidada por soluções de momento. <span></span></font><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Vias promíscuas de vitrines do prazer. Vias que cortam a cidade de Fortaleza e esteia o comércio do sexo sem mais horários a começar, a finalizar. O produto é exposto a qualquer hora do dia ou da noite. Evolução do povo? Prostitutas, bêbados, carentes, gigolôs, agenciadores de garotas e turistas, há evolução? Mulheres imprestáveis a sociedade, mas o que dizer das universitárias de hoje em dia que se prostituem? O que dizer da “moça de família” que se vende de forma diferente com interesses ao extremo na diversão e no conforto no dinheiro do parceiro? &#8220;As prostitutas de antigamente, ao contrário de hoje, praticamente não tinham escolha. Depois do defloramento não seguido do casamento as mulheres eram obrigadas a sustentarem-se e a única opção eram as pensões ou casa de recursos&#8221;. “A via-crucis seguida pelas &#8220;meninas&#8221; era guiada, inexoravelmente, pela decadência. &#8220;Elas começaram nas grandes pensões como a Fascinação, na esquina da Senador Alencar com Castro e Silva que tinha como marca registrada a música Fascinação na voz de Carlos Galhardo. Outra casa considerada &#8220;classe A&#8221; era a Hollywood, onde se encontrava as novidades que apareciam na praça. Garotas com 18 anos, recém-acolhidas pela dona da pensão. Da Fascinação e Hollywood as mulheres desciam para a América, Los Angeles ou Califórnia. De lá para o Zé Tatá ou o Oitão Preto, quando as mulheres atingiam 25 anos, já estavam no Curral”. &#8220;Esse movimento de decadência e de descida era natural e encarado como inevitável&#8221;, afirma Gadelha. No Curral, elas arranjavam velhos para sustentá-las até mais ou menos uns 35 anos e, depois disso, tornavam-se cafezeiras, boleiras e executavam pequenos serviços. As prostitutas, segundo a pesquisa empírica, com base na vivência de Gadelha, nunca morriam velhas. &#8220;Elas não passavam dos 50 anos, talvez pelas condições de vida, alimentação e, principalmente, pela grande quantidade de bebida que consumiam&#8221;. Na hora da morte, conta Gadelha, revelava-se o momento mais fraterno e religioso da comunidade. Quando a companheira não tinha dinheiro para ser enterrada, as prostitutas se cotizavam e iam deixar o dinheiro na seda da amplificadora Brasil que passava todo o dia tocando a Ave-Maria, de Shunbert, na voz de Vicente Celestino. O código era tão perfeito que ao se ouvir a música, todos no arraial sabiam da morte da prostituta, a ser velada na capela de Santa Terezinha, construída pelas mulheres-damas, hoje o único marco referencial da extinta comunidade. &#8220;Curral era uma tradição da cidade, o lado romântico e ingênuo da prostituição, muito diferente das casas de hoje&#8221;. </font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Na obra, <em>Individuais, </em>de Tiago Viana os personagens e principais ícones da cidade de Fortaleza, oito no total, reúnem-se de tempos em tempos para orquestrar o andamento dos questionamentos mundiais, ou melhor, ao mundo que lhe pertencem. Alguma coisa em comum com o restrito grupo de paises mais ricos e influentes do planeta? O G-8? Pois bem, mas, porque diante tanta problemática mundial o “Encontro da Cúpula dos Oito ícones I–8” preocupa-se demasiadamente em calar a Esfera Armilar? E mais ainda: porque a Esfera Armilar narra ininterrupta à história de Israela? Seria uma ameaça de um sobre o outro? Voltemos então para o princípio, voltemos então para os motivos da mudança de comportamento de Israela e o que de fato levou ela a se prostituir nas noites promíscuas da capital cearense. Na doença e na urgência da dor da perda da mãe de Israela, Janaína, impulsionava na criança a entrar na adolescência uma evolução na mentalidade, uma maturidade conquistada com forças na tragédia da consternação familiar. A fina dor no seu interior fez fluir uma preocupação e seu corpo entrava em extremo conflito como a climatologia desvanecida ou com intensas mudanças drásticas pelo aquecimento global. As lágrimas da tristeza que escorriam no rosto e soltava-se da pele dando um teor de solidão aguda que foi vivenciado na hora do parto com a perda definitiva da sua verdadeira mãe, Maria. As lágrimas que nasceram junto a Israela e caíram no colo de sua mãe são as mesmas lágrimas que deixaram o corpo de Israela no momento da morte de sua mãe adotiva, Janaína, as lágrimas abandonam suas angústias e levam a Terra, as sombras se encarregam de levar a dor da ausência e trazer o choque de enfrentar a vida na solidão do amor de sua segunda mãe. <span> </span></font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">É bem no capítulo da “Evolução” que a vida de Israela, menina pacata, de classe média, inteligente, de boa família e bem educada, começa a sofrer ameaças, conflitos exteriores a influenciar sua alma. Uma força a mudar bruscamente, um impulso que a leva ao mundo da prostituição. Não que os grandes culpados da veloz mudança na personalidade sejam a morte de sua mãe adotiva ou do desvio perverso, sexual do seu padrasto quando violenta-a, mas, por dar impulso a sua evolução como ser humano. Em um mundo de contrastes, repleto de caos a todos os lados. Pela primeira vez ela sai da comodidade das decisões e se depara com o maior conflito da existência – a morte. O drama de ficar sem referências, em ficar sozinha ao assombroso mundo, atrás o medo do terror que é o mesmo mundo. O temor do desespero do fincar em lugar nenhum, das raízes a perder, o assombro do novo.</font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Em <em>Individuais </em>a palavra prostituição ganha uma denominação maior, vai além a simples venda do corpo. Foi o desejo, o desejo ter, de poder, de possuir o próximo que traiu Danilo (padrasto de Israela). O desejo da ambição mais íntima que deixou durante meses sua cabeça cheia de conflitos entre o desejo de possuir o corpo de Israela e o drama de ser sua filha (mesmo que adotiva). O desejo lhe impõe uma loucura, uma loucura que para conquistar a cobiça Danilo teria que se libertar da força que lhe sustentava parado fora do quarto de Israela. Mas, o desejo no âmbito da culminância é mais forte e vence. A atração indivisível ao desconhecido, ao prazer extremo, ao gozo instantâneo e satisfação aguda impõe o ato da loucura frente sua filha. Nem o luto da perda fatal de sua esposa foi maior que o desejo a sua filha. O desejo vai além das angústias, das tristezas, das alegrias, da razão, ultrapassa todos os sentimentos a ter em mente apenas a ambição de possuí-la. Talvez por conta da própria angústia do Danilo em ver sua esposa não poder ter filhos legítimos e assim somar aos ciúmes a procurar limites para com Israela. Danilo transfigura e transporta a sua personificação para um animal irracional deixando o desejo impor ao nível sem limites, ser o senhor de toda a razão. É a própria humanidade a violentar seu próprio ambiente, seja na devastação de recursos naturais (flora e fauna) seja na violação dos direitos mínimos a vida, seja no genocídio que a miséria aos quatro cantos do mundo pulsa com a mesma intensidade do desejo que levou Danilo a violentar Israela. <span> </span><span> </span></font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Assim como o homem abusa dos recursos da natureza em busca da sua satisfação própria, Israela, parece ter sido abusada sexualmente por seu padrasto, estrompada no seu íntimo na noite em que o Danilo bebia a criar coragem e forçar a mudança bruscas do fato. Assim como o homem desbrava todos os dias os recursos naturais em busca do prazer e satisfação do ter mais, do fator econômico, do poder mais, Danilo buscou a sua satisfação, o poder de ter sua filha ao contentamento do seu deleite mais interior. Danilo agiu igual às grandes corporações que não medem esforços e nem conseqüências para conseguir seu objetivo, seja destruindo o planeta em beneficio próprio, seja castigando o ambiente com discursos mais importantes do que a vida. </font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">As formigas a devorar o inseto, desprovido de defesa, lembra Israela na noite de agonia e sufoco. Desprovidas de defesas contra as forças sobrenaturais de seu padrasto a subir na cama e saciar seus incrédulos desejos. No entanto, as mesmas formigas que trucidaram o inseto em milhares de golpes perecem tentar impulsionar, despertar em Israela, ainda em transe pela violência imposta por seu padrasto, alertando a personagem Israela a algum mal<br />
em vista. A ferroada na coxa de Israela em meio a solidão da Praça Portugal, ao lado da apaixonada Esfera Armilar, fez despertar com a dor, no momento da aflição anunciando um mal próximo de acontecer, anunciar com a picada da formiga o mundo da prostituição a ser desvendado por Israela.</font></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A dor, a solidão, o mundo sem destinos, incerto de Israela caminhando pelas ruas vazias de pegadas da capital cearense acentuava-se na sua alma o individualismo extremo ao mundo que impunha suas angústias profundas. Sem destinos a percorrer, o futuro imprevisível, igual ao das bolsas de valores e seus acionistas improváveis e imprevistos pelo mundo, igual às mudanças de final de século. Mas, lá na frente, a esquina surge, urge. Surge como uma esperança, um céu, onde pela primeira vez depois das três perdas (mãe, mãe adotiva e pai adotivo), da profunda solidão encontra a amizade, ligações familiares que ficaram para trás avistavam naquela esquina um portal para transpor a volta do ensejo familiar. A prostituta e travestir, Nara, acolhe a menor abandonada do mundo, acolhe Israela como se fosse sua filha. A esquina realmente naquele momento aparece como a única salvação. “A rua é única opção para quem foge de casa. Sofrimento junto da família é o motivo que leva muitas garotas à prostituição A exploração sexual de crianças nas grandes capitais do Nordeste é tão comum quanto a venda de artesanato ou de tapioca. Qualquer turista que se arrisque a caminhar à noite pela orla de Fortaleza, por exemplo, com facilidade vai encontrar meninas cheirando cola e se oferecendo em troca de dinheiro”. </font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A fome que fazia cada pegada parecer com cem pegadas assemelhava-se a expor o vazio dos sentimentos, a ausência dos pensamentos, a solidão ao extremo, de Israela a caminhar junta a fome. E assim, a esquina onde Nara e suas amigas trabalhavam na noite surge como a única salvação, a solução de momento para Israela. Como um “anjo da guarda” Nara recebeu Israela em sua residência no bairro do Pirambu. Passando logo em seguida a crise aguda de solidão e fome a morar bem ao lado da prostituição, em meio à miséria que surpreendente acabara de descobrir nos subúrbios e favelas de Fortaleza.</font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Nara era um travesti que fazia programas com homens e vivia apenas disso. Achava seu trabalho difícil e honrado, considerava também que aconteciam muitos riscos em se trabalhar na noite, no entanto, era a única coisa que sabia fazer. Desde os primeiros contatos com Israela, Nara, deixava claro a suas amigas e a Israela que jamais queria ver ela envolvida nesta profissão. Existia um afeto especial entre Nara e sua colegas de trabalho (mulheres e travesti). Protegia e ajudava suas amigas, dando assistência com palavras e ações que elevavam a “auto-estima” de todas elas. Era o único e derradeiro contato de Israela com a prostituição participando das tardes de acolhimento perante as amigas de Nara. Talvez a partir deste momento desperte nela uma curiosidade ainda maior do que a de apenas escutar os traumas e as coisas boas, engraçadas da profissão de se vender o corpo. </font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Não há de se convir que Israela adentrasse ao mundo da prostituição por causa do convívio com a Nara. Caso não fosse feito o contato através do travesti teria encontrado bem na próxima esquina, outras vertigens que impulsionariam para esta luz natural da cidade do sol ofuscante. A curiosidade de Israela, a vivência no meio da prostituição sem ainda se prostituir, faz-se presente quando ele segue os passos escondida da Nara e fica vendo-a de longe ela trabalhar na mesma esquina que a conheceu, a exibição aos motoristas. Em resposta ao atrevimento de Israela Nara quando percebe um carro parando ao lado de Israela e a vê, retira-a imediatamente do lugar, provando a todo repúdio que é radicalmente contra a entrada de Israela a prostituição. </font></p>
<p><font face="Times New Roman">Mas, a prostituição parece ser uma vocação turística natural<br />
em Fortaleza. Cidade de clima quente, praias de mar verde e águas mornas, de meninas de beleza exótica, de poucas vestimentas, que atraem milhares de turistas com a mesma intenção de fomentar o “puteiro mundial”. É justamente nos meses de alta estação que os preços dos programas inflacionam, é neste período do ano que as prostitutas da cidade faturam mais. Vale a pena investir em uma entrada mais cara para uma sofisticada boate ou em bebidas nos bares e lugares em que os excursionistas internacionais do sexo andam. <span style="color:black;">“E o dinheiro não é o único motivador. &#8220;Muitas sonham em encontrar um &#8216;príncipe encantado&#8217;, alguém que se apaixone e as leve para a Europa&#8221;, diz Márcia Cristine Oliveira, coordenadora da Associação Curumim, entidade que trabalha no combate à exploração sexual”. “A forma como muitos estrangeiros tratam as garotas de programa no Nordeste dá uma certa esperança a elas. Eles chegam a ficar todos os dias de sua estada &#8211; normalmente mais de duas semanas &#8211; com a mesma menina. Além do dinheiro, dão presentes e nunca são enfáticos em negar a possibilidade de levá-las para a Europa como namoradas”. E por que atravessar o oceano atrás de uma prostituta? &#8220;Onde moro as prostitutas cobram muito caro, mais de 100, e as mulheres que não cobram me esnobam, querem caras ricos, bonitos e educados. Aqui meu dinheiro vale mais, as prostitutas são mais baratas e os gringos como eu fazem sucesso.&#8221; Oliver sabe do que fala. Já esteve na Tailândia e em outros países do mundo onde a prostituição também é uma atração turística. &#8220;Mas nada se parece com isto aqui! As meninas circulam de um lado para o outro sem se esconder.&#8221; Ele garante que só sai com maiores de idade, mas diz que já viu muitas menores andando com &#8220;senhores que têm idade para serem avôs delas&#8221;. </span><span> </span><span>  </span><span> </span><span> </span><span style="color:black;"></span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><font face="Times New Roman">Agora quem atende os desejos sexuais internacionais é o Brasil. Não mais importando, mas exportando suas meninas para o mundo violentá-las. O turismo se encarrega de alimentar o motor propulsor do caos do sexo. Zonas sombrias da cidade exportando o prazer, exportando o produto nacional ao mundo – meninas pobres com a perspectiva de mudança de vida com algum estrangeiro apaixonado. De onde nasce a prostituição? “Nasce da hipocrisia de famílias ditas austeras, virtuosas, mas que encorajam a iniciação sexual dos seus filhos com criadinhas trazidas do Interior. Nasce do machismo que ainda condena ao limbo, em certos meios, a mãe solteira. Nasce da pobreza absurda em que vivem milhões de brasileiros, amontoados em completa promiscuidade, sem teto, sem pão, sem lei e sem grei”. Assim, a isca fica fácil demais para os estrangeiros que se aproveitam destes artifícios, além de encaixar a beleza exótica encontrada nas meninas daqui e a reciprocidade para com a beleza idealizada com as meninas locais para com os aspectos físicos dos turistas do sexo (homens brancos, fortes, loiros e de olhos azuis). O dinheiro se encarrega de ser o catalisador da união, o principal sentimento dos sentimentos em forma de papel-moeda. <span> </span><span> </span>“Os dólares e euros trazidos pelos estrangeiros &#8211; e sua maior disposição para gastar &#8211; fazem deles os clientes preferidos da indústria do turismo sexual”.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">A morte da travesti Nara, com golpes de martelo e foice, denuncia os ricos que a prostituição pode levar ao seu total extremo – a vida. A fragilidade na falta de segurança, dos mais sérios riscos que as prostitutas enfrentam todos os dias. O investimento dos dólares e euros a custa do corpo escultural ou no mínimo exótico para outros podem transformar em um pesadelo sem voltas diante a solução conveniente da prostituição. “</font><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">O sonho de casar com estrangeiros é uma idéia geral do universo feminino de todas as classes sociais. É uma idealização do estrangeiro e uma desmoralização do homem local. A desmoralização de ver na sua terra os estrangeiros serem mais românticos, mais generosos, mais fiéis. Na verdade, tudo o que elas dizem que eles fazem, eles fazem mesmo. Mandam flores, presentes, preparam café da manhã, assim como qualquer homem que quer conquistar. O que não deixa de ser uma atitude de sedução para obter sexo”. Todo estes artifícios usado de homem cortez, romântico, educado que paga mais caro no programa que os outros homens nascidos no Brasil pode fluir, existir duas saídas: ou ilude as garotas ao ponto de pensar em casamento (príncipe e princesa) e ir morar fora do país, mudança de expectativa de vida ou corre riscos parecidos ou igual ao que tirou a vida da Nara, seja na morte violenta, na morte por contágio de alguma doença sexualmente transmissível ou no encontro ao mundo fútil das drogas, no entanto, além dos altos riscos a cada dia a prostituição progride. </font></span></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">O desespero da fome parece ter sido um dos motivos principais que levou Israela a prostituição (pelo menos no seu início). A escassez da urgência de alimentos faz Israela encontrar o lixo, faz buscar alimentos em meio ao que não presta mais para humanidade, em meio ao lixo de um restaurante sofisticado. Na angústia da miséria da solidão de Israela um turista francês, mal intencionado, aproveita-se do momento de despreza, da fragilidade exposta na totalidade da garota e lhe promete o sonho, pelo menos de momento – matar a dor da fome. O turista francês se encanta pro Israela, mesmo ela estando suja, fedida, excluída e amparada pelo lixo (a beleza revela-se exótica ao superior extremo). O pedido de jantar na companhia de Israela não no lixo, mas em uma das mesas dentro do restaurante sofisticado que o francês se alimentava leva a personagem a dois momentos distintos: o de estar dentro do lixo, tudo perdido sem rotas a seguir e o de ir além a segundos e sentar na mesa do mesmo alimento a que encontrou suas sobras minutos atrás no lixo, alimento que por ventura minutos depois poderá encontrar o mesmo destino onde o europeu encontrou Israela. Há também um preconceito da própria cidade para com as meninas, preconceito este visto na passagem do livro em que os freqüentadores que estavam no momento<br />
em que Israela entra no restaurante e as pessoas a avistam com o estrangeiro lhe julgando logo de início como prostituta, no sentido mais pejorativo possível, sem nem ao menos saber de sua procedência, uma repulsa por freqüentar o mesmo ambiente que eles, apenas o reclame de indignação como se o problema fosse culpa apenas da menina e não da sociedade em geral, reclame, apenas reclame e nenhuma ação para mudar a realidade. “</font></span><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">Os viajantes à procura de sexo querem mulheres que façam programa e também mulheres que não façam. Não é apenas troca de sexo por dinheiro. Há uma romantização, há um jogo de conquista e, às vezes, até sentimentos. A pesquisa levou a questionar o conteúdo que nós damos à palavra prostituição. Por exemplo, uma moça de classe média que se relaciona com um estrangeiro e é convidada por ele a visitá-lo na Europa, ganha a passagem e um celular, nós não pensamos que está fazendo prostituição. Mas uma garota, por exemplo, uma garçonete que recebe presentes de um estrangeiro, é imediatamente vista como uma garota de programa. Então exatamente o que é prostituição? É a troca de sexo por dinheiro? E por que troca de sexo por dinheiro de maneira não imediata para a classe média não é visto como prostituição e para a classe baixa sim?”. </font></span></span><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">Chegamos à fase do encantamento, na fase do deslumbramento das posses. O francês depois de conquistar Israela através do estratagema mais cruel e mortificante, a fome, leva para o hotel onde estava hospedado logo na entrada presenteia com roupas novas. Há agora o encantamento, a sedução dos presentes que a leva a satisfação de usufruir de objetos até aquele momento impossíveis de se conquistar ficando mais frágil aos encantos do europeu. Lembrando nesta passagem da obra o primeiro contato dos povos europeus com os índios do mundo novo na época do “descobrimento” do Brasil. A sedução do dinheiro aos montes frente à miséria, da possibilidade de mudança de vida em instantes de poucos tempos faz Israela ceder seu corpo ao francês. A lembrança da fome impulsionou a tal decisão. Em seguida ao ato consumado há uma recusa por parte das amigas da Nara em aceitar a entrada para prostituição pela Israela. Mostrando desta forma, a união da coletividade entre as prostitutas, que atenderam ao pedido da finada Nara. Não aceitaram mesmo Israela a entrar para o mercado do corpo. Entretanto, Israela tinha a certeza e estava decidida a aderir a profissão de prostituta, era a única saída que a tinha encontrado, a solução ao alcance do momento. E adentrou, longe, bem longe das amigas da Nara que cumpriram com a palavra a promessa de não deixá-la se prostituir, mesmo já morta. </font></span></span><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">A partir da decisão de Israela de adentrar ao meretrício a obra tenta mostrar mundo fantástico da prostituição. Com as seduções das festas aos encantamentos dos estrangeiros, das soluções imediatas das drogas, do mundo das maravilhas sem fim. Israela era uma prostituta única. Única por levar sua personalidade aos seus negócios, de ser ela própria e não deixar se influenciar por colegas de trabalho, iludir-se mais do que já o cedeu, isso faz consistir sua permanecia no Brasil – “puteiro do mundo”. É neste momento que os sentimentos se invertem e os motivos que levaram em primeiro plano Israela a se prostituir (a fome) perde focas para uma questão inferior que é a de poder viver como qualquer garota de classe média. </font></span></span><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">A materialização de Israela ao escravismo da prostituição não é por acaso que o autor, Tiago Viana, denomina o capítulo da narrativa de materialização. É neste capítulo que Israela encontra o caminho natural e premeditado da cidade – a prostituição. A cidade vendida ao capital estrangeiro, prostituída aos poucos por imóveis, por seus serviços e comércios, inflacionando os preços de tudo, eis a globalização de fato. No entanto, no ápice da miséria absoluta uma cena em meio às calçadas sujas de Fortaleza chama a atenção de Israela. Fato que mudaria o sentido de sua prostituição. Revelando resistência ao plano mundial e ao mesmo tempo conformidade ao patriotismo do combate a miséria. Mendigos a orquestrar a fome deitados na calçada a assar uma imensa ratazana, fazendo Israela voltar ao concreto da miséria, como sobreviver dela, revertendo o pretexto inicial de adentrar a prostituição (a fome). Sua ação foi instantânea e acertada naquela noite distribuindo aos mendigos pedintes todo o seu apurado, tomando uma decisão que mudaria radicalmente seu objetivo em se prostituir: coletivizar a doação de dinheiro para com os pedintes. Sempre nas manhas no Passeio Público filas e longas filas a espera de Israela. </font></span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">A fome, motivo maior para a iniciação de Israela a prostituição, revertia-se em ação para ajudar outras pessoas que também passaram fome. A coletividade do ato entra em choque ao mundo individualizado, de interesses escassos e individuais, em contraste com a sua própria decisão final, em conflito com o interesse egoísta de que se prostitui seja nas esquinas ou em negócios legalizados por lei de instituições estrangeiras a comprar coisas no Brasil. Israela coletivizou seu motivo de se prostituir. Agora se prostituía para ajudar também aos mais pobres. </font></span></span><font face="Times New Roman">O fator econômico é o um dos mais determinantes, mais comum do ingresso e permanência na prostituição de Israela. </font></p>
<p><font face="Times New Roman">Israela torna-se uma prostituta muito conhecida<br />
em Fortaleza. Seja aos comentários dos seus clientes ou do lado dos mendigos que ela ajudava. Fama tanta, em todos os setores da sociedade que até o governador da província cearense provou das suas virtudes. Apurado este que encheu de sorrisos os miseráveis a sua espera nas manhãs do Passeio Publico. Programa pago com dinheiro público que retornaria ao bolso do povo. Voltemos ao passado, ao <span style="color:black;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Egipto" title="História do Egipto"><span style="color:black;text-decoration:none;">Egito antigo</span></a>, na região da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesopot%C3%A2mia" title="Mesopotâmia"><span style="color:black;text-decoration:none;">Mesopotâmia</span></a> e na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_antiga" title="Grécia antiga"><span style="color:black;text-decoration:none;">Grécia</span></a></span> em que as prostitutas eram<span style="color:black;"> <span>consideradas como grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades. Israela para a maioria dos mendigos pedintes era considerada como uma verdadeira santa, “deusa dos mendigos”, dando um sentido único a prostituição nos dias atuais da escravidão da prostituição internacional. <span> </span></span></span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Os oito ícones da cidade de Fortaleza (Estatua de Iracema, Catedral Metropolitana, Fortaleza de Nossa Senha da Assunção, Coluna da Hora, Theatro José de Alencar, Praça dos Leões, Ponte dos Ingleses, Mercado Central) de fato se comportam como um pai, um padrasto desaforado que acima de todos os instintos violenta a filha e de alguma forma deseja encobrir, calar a filha a teimar os mandos do pai para o mundo. Ameaçando, reprimindo ou a base mais sombria da repressão explícita – a tortura. Um pai que fez o mal e tenta se redimir calando a verdade dos pensamentos da filha. Ou ainda, os ícones se comportam como o poder (a força do mais forte tenta impor saídas) extremo da Terra que conduz e determina a humanidade para que seus problemas, conflitos e soluções não sequer ameacem alguns passos a seguir na frente de suas vidas, suas metas, suas conquistas, seus objetivos finais. Tentando levar, traçar a história de conformidade com seus interesses, empurrando a prostituição ao esquecimento ou a um drama de gerações em gerações sem soluções. Como a sociedade que reclama e não move uma ação para reverter o problema. Um drama incrustado na cultura, abaixo das raízes da humanidade, da tradição e assim sendo não se deve mexer ou mudar. Assim como se não deve jamais modificar o sistema econômico e social do mundo. Enquanto houver ícones (ícones aqui esta além do patrimônio cultural ou em estado sólido, esta aqui referenciando pessoas influentes no mundo atual) a tentar guiar o planeta Terra haverá Israelas nas esquinas dos bairros nobres, às cegas na sociedade sem trégua, haverá prostitutas sofisticadas ou clássicas, haverá a prostituição branca apoiada por seus patriarcas dentro das famílias abastardas, haverá sempre uma “garota de programa” a dar o golpe, seja pela necessidade da estúpida fome ou pelo gozo de se ter mais e viver sobre a proteção das cédulas, do valor depositado nos saldos positivos dos bancos, de números a esticar nas bolsas de valores mundiais ou “simplismente” em cofres a sétimos palmos do chão.</font></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Referências Bibliográficas:</font></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">VIANA, Tiago. <em>Individuais</em>. Osasco: Novo Século, 2006.</font></p>
<p><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"><a href="http://www.mauc.ufc.br/expo/1991/01/index1.htm"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">http://www.mauc.ufc.br/expo/1991/01/index1.htm</font></span></a></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman"> </font></span><span style="color:black;"><span style="color:black;"><a href="http://www.brazzilbrief.com/viewtopic.php?t=6847"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">http://www.brazzilbrief.com/viewtopic.php?t=6847</font></span></a></span><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;"><font face="Verdana">Fonte:</font></span></span><span class="postbody"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman"> </font></span></span><font face="Verdana"><span class="normal1"><span style="font-size:10pt;">ADRIANA PISCITELLI &#8211; Folha de S. Paulo – 31/01/2005</span></span><span style="color:black;"></span></font><span class="postbody"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Jornal Diário do Nordeste &#8211; Brasileiros são os que mais exploram sexualmente &#8211; </font></span></span><span style="color:black;"><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">17/10/2000 &#8211; </font><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/diariodonordeste/2000/10/17/010061.htm"><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">http://www.uol.com.br/diariodonordeste/2000/10/17/010061.htm</font></span></a><font face="Times New Roman"> </font></span></span><span style="color:black;"><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">Revista Istoé &#8211; Carnaval a toda hora &#8211; Eduardo Hollanda &#8211; 09/10/1996 </font></span></span><span style="color:black;"><br />
<font face="Times New Roman"><span class="postbody">Revista Istoé &#8211; Globeleza &#8211; foto: Juca Rodrigues &#8211; 8/3/95 &#8211; Ed. 1327 &#8211; </span><br />
<span class="postbody"><a target="_blank" href="http://www.terra.com.br/istoe/"><span style="color:black;">http://www.terra.com.br/istoe/</span></a> </span></font></span><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">Jornal A Tribuna &#8211; O fim do turismo sexual no Brasil &#8211; 09/07/2001 &#8211; A-3 (Santos)</font></span><span class="postbody"><span></span></span><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">Jornal O Estado de São Paulo &#8211; O setor do sexo &#8211; 08/12/1998 </font></span><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">Revista Istoé &#8211; nº 1556 &#8211; A Europa cai no samba &#8211; 28/07/1999 </font></span><br />
<span class="postbody"><font face="Times New Roman">Revista Istoé &#8211; Prostitutas made in Brazil &#8211; 05/06/1996</font></span><span><font face="Times New Roman">Sexualidade Criminalizada: Prostituição, Lenocínio e Outros <em>Delitos</em> &#8211; São Paulo 1870/1920</font></span><span style="color:black;"><font face="Times New Roman">Noites Ilícitas: histórias e memórias da prostituição. Livro da autoria de Edson Holtz Leme, EDUEL, 2005</font></span><font face="Times New Roman"> </font></p>
<p></span><span style="color:black;"></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tayguara.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tayguara.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tayguara.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tayguara.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tayguara.wordpress.com&amp;blog=425705&amp;post=13&amp;subd=tayguara&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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